Polícia diz que pai suspeito de matar filho envenenado agrediu ex por não aceitar fim do relacionamento no Amazonas
Homem de 51 anos foi detido após agressões à ex-companheira; polícia investiga envenenamento como causa da morte da criança.
- Foto: Reprodução
Resumo
Homem de 51 anos é preso em Japurá (AM) suspeito de matar o próprio filho, de 3 anos, por envenenamento após episódio de violência doméstica contra a ex-companheira. Polícia investiga o caso como homicídio qualificado e violência familiar.
Notícias policiais – Um homem de 51 anos foi preso na segunda-feira (26), no município de Japurá, a 744 quilômetros de Manaus, suspeito de matar o próprio filho, de 3 anos, além de responder por lesão corporal grave e violência psicológica contra a ex-companheira, de 28 anos. A Polícia Civil do Amazonas apura o caso como homicídio, com indícios de que a criança tenha sido envenenada após um episódio de agressão ocorrido em um hotel da cidade.
Relação marcada por violência e ciúmes
De acordo com o delegado Jandervan Rocha, da 59ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Japurá, o relacionamento entre o suspeito e a ex-companheira durou cerca de oito anos e foi marcado por comportamento possessivo, ciúmes excessivos e agressões verbais recorrentes.
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O casal estava separado havia aproximadamente dois meses, período em que, segundo as investigações, o homem passou a apresentar atitudes mais instáveis e ameaças relacionadas ao fim da relação.
Mulher foi levada à força para hotel com a criança
Conforme relato do delegado, a mulher teria encontrado o ex-companheiro ingerindo bebida alcoólica na presença do filho em uma área próxima a um hotel. Ao pedir a criança, o homem se recusou a entregá-la e a teria puxado pelo braço em direção a um quarto.
A ex-companheira seguiu até o local, onde a discussão continuou. Durante o desentendimento, o suspeito teria ameaçado ingerir veneno caso o relacionamento não fosse retomado e, em seguida, agrediu fisicamente a mulher.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital com ferimentos decorrentes da agressão.
“A ex-companheira dele vinha passando próximo à praça que fica perto desse hotel e visualizou seu ex ingerindo bebida alcoólica com a criança ao seu lado, momento em que foi ao local e pediu a criança dele. Ele se negou a entregá-la e saiu arrastando a criança pelo braço até o quarto do hotel, e ela foi atrás. Quando entraram no quarto, continuaram a discussão e ele desferiu um golpe nela”, disse o delegado.
Prisão em flagrante e indícios de substância tóxica
Após a denúncia, equipes policiais foram até o hotel, onde encontraram resistência para acessar o quarto. Com autorização, os agentes arrombaram a porta e localizaram o suspeito junto à criança.
No local, os policiais encontraram um copo contendo líquido e uma substância acinzentada, com características semelhantes ao chamado “chumbinho”, um veneno de uso ilegal.
O homem foi preso em flagrante e conduzido à delegacia, onde confessou a agressão contra a ex-companheira. Durante o procedimento, ele apresentou mal-estar e precisou ser encaminhado ao hospital sob escolta.
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“Quando a polícia foi acionada, a mãe já estava no hospital. A equipe foi até o hotel e encontrou resistência para entrar no quarto; tivemos que arrombar a porta. Ao entrar, o suspeito foi encontrado abraçado com o filho. Nesse momento, foi constatado que a criança estava aparentemente bem, apenas nervosa pelo ocorrido, pois a mãe foi agredida em sua frente. O suspeito foi conduzido à delegacia. Foi encontrado no quarto do hotel um copo com água e um material aparentemente cinza, muito semelhante a chumbinho”, completou.
Criança é internada em estado grave e morre
Após a prisão, a Polícia Civil foi informada de que a criança havia sido internada em estado grave, com sinais compatíveis com intoxicação. Apesar dos esforços médicos, o menino não resistiu e morreu.
A principal linha de investigação aponta para envenenamento como causa provável da morte, com indícios de que a substância tenha sido administrada intencionalmente pelo pai após a discussão com a ex-companheira.
A polícia aguarda laudos periciais para confirmar oficialmente a causa do óbito e identificar o tipo exato de substância envolvida.
Investigação apura homicídio e violência doméstica
O suspeito deve responder por homicídio, lesão corporal grave e violência psicológica no contexto de violência doméstica. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos de testemunhas, familiares e profissionais de saúde que atenderam as vítimas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o histórico de agressões e ameaças é um dos elementos que reforçam a suspeita de crime premeditado, além de caracterizar um padrão de violência familiar.
Próximos passos do caso
O suspeito permanece sob custódia e deve ser apresentado à Justiça após receber alta médica. As investigações seguem em andamento, com análise de perícias técnicas, laudos toxicológicos e demais provas que possam esclarecer as circunstâncias da morte da criança.
O caso segue sob responsabilidade da 59ª DIP de Japurá e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.
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