Alessandro Vieira acusa Moraes e Toffoli de protegerem esquema bilionário do Banco Master
Segundo ele, o caso envolve uma fraude bilionária contra fundos previdenciários.
- Foto: reprodução
Resumo
Em entrevista a uma rádio de Aracaju, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que decisões recentes atribuídas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli teriam como objetivo proteger o Banco Master. Segundo ele, o caso envolve uma fraude bilionária contra fundos previdenciários e representa um dos episódios mais graves já registrados no sistema bancário brasileiro.
Notícias do Brasil – O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou, nesta segunda-feira (19), que a atuação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli teria como verdadeira intenção a proteção do Banco Master, instituição financeira investigada por suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo fundos previdenciários.
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As declarações foram feitas durante entrevista concedida ao radialista Luiz Carlos Focca, na Rádio Metropolitana Aracaju, e repercutem no momento em que o caso Banco Master ganha maior visibilidade nacional.
“Investida duríssima” contra órgãos de controle
Segundo Alessandro Vieira, decisões recentes teriam enfraquecido a atuação de órgãos de fiscalização como o Banco Central, a Polícia Federal e a Receita Federal, comprometendo a produção de provas no caso.
“Está sendo feita uma investida duríssima contra o Banco Central, contra a polícia, contra a Receita, para proteger um esquema criminoso, que é o do Banco Master”, afirmou o senador.
Ele também criticou medidas que, segundo ele, dificultam a coleta de dados e a responsabilização dos envolvidos.
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“Isso tira a autonomia e prejudica a produção da prova, porque os equipamentos desligados vão acionar camadas de proteção. Vai ser mais difícil recuperar dados. E o ministro não é burro, ele sabe o que está fazendo”, declarou.
Fraude contra fundos previdenciários
De acordo com Vieira, o esquema investigado não teria como alvo direto aposentados individualmente, mas sim os fundos que garantem o pagamento de benefícios, o que amplia o impacto social e financeiro do caso.
“A máfia do INSS roubava no varejo, roubava diretamente do aposentado. O Banco Master rouba do fundo previdenciário”, disse.
O senador citou o caso do Estado do Rio de Janeiro, que, segundo ele, teria sofrido um prejuízo próximo de R$ 1 bilhão.
“Só o Estado do Rio de Janeiro teve quase um bilhão de reais roubado do fundo. Eles usavam documentos falsos, fraudavam contratos”, afirmou.
Prejuízo pode chegar a R$ 12 bilhões
Alessandro Vieira destacou que as estimativas de prejuízo seguem crescendo à medida que novas informações surgem.
“Estão estimando entre 10 e 12 bilhões de reais, mas a cada momento surge mais informação, mais dados. É um caso gravíssimo, muito provavelmente a maior fraude bancária que o Brasil já viu”, declarou.
Suspeitas de conflito de interesses
Durante a entrevista, o senador também levantou suspeitas sobre possíveis relações financeiras envolvendo familiares do ministro Dias Toffoli e o grupo controlador do Banco Master.
“Hoje já existe informação do Vorcaro, através de um fundo paralelo, comprando propriedades ligadas à família do Dias Toffoli. Dois irmãos e um primo”, afirmou.
Segundo Vieira, nos bastidores de Brasília há comentários de que os imóveis seriam, na prática, do próprio ministro.
“O que se comenta em Brasília é que, na verdade, a propriedade é do próprio Dias Toffoli. Essas transações milionárias, contratos de gaveta com escritórios de advocacia, tudo isso precisa vir à tona”, disse.
“Não há democracia sem passar a Justiça a limpo”
Ao final da entrevista, Alessandro Vieira afirmou que o episódio evidencia problemas estruturais no sistema de Justiça brasileiro.
“O Brasil nunca vai ser uma democracia de verdade enquanto não passar a limpo a Justiça brasileira”, concluiu o senador.
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