PF prende passageiros flagrados com mais de 48 kg de drogas no Aeroporto de Manaus
Ações ocorreram em voos com destino a Fortaleza, Guarulhos e Bogotá.
- Foto: Divulgação
Resumo
Polícia Federal apreende mais de 48 kg de drogas no Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, e prende dois passageiros em operações contra o tráfico com destinos ao Ceará, São Paulo e Colômbia.
Notícias policiais – A Polícia Federal realizou, nos dias 26 e 27 de janeiro, duas grandes apreensões de drogas durante fiscalizações de rotina no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. As operações resultaram na prisão em flagrante de dois passageiros suspeitos de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e na apreensão de aproximadamente 48 quilos de drogas, entre maconha do tipo skunk e uma substância líquida com características de cocaína. Os casos fazem parte de investigações em andamento para identificar outros envolvidos e rastrear a origem e o destino final dos entorpecentes.
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Primeira apreensão interceptou mais de 43 kg de skunk
A primeira ocorrência foi registrada na madrugada do dia 26 de janeiro, após operadores do sistema de raio X detectarem imagens suspeitas em duas malas despachadas no porão de uma aeronave. A análise indicou possíveis compartimentos ocultos, o que motivou a abertura das bagagens para inspeção detalhada.
Durante a verificação, os policiais encontraram diversos tabletes de maconha do tipo skunk, cuidadosamente embalados com isopor e borracha para dificultar a identificação pelos scanners de segurança. O total apreendido somou 43,3 quilos da droga.
A passageira responsável pelas malas, que tinha como destino Fortaleza (CE), foi retirada da aeronave e presa em flagrante. Ela foi conduzida à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas para os procedimentos legais.
Droga líquida com características de cocaína foi apreendida no dia 27
A segunda apreensão ocorreu em 27 de janeiro, durante a fiscalização de bagagens despachadas de um voo com destino a Guarulhos (SP). Os policiais identificaram duas malas com características suspeitas, pertencentes a um passageiro cujo destino final era Bogotá, na Colômbia.
No interior das bagagens, foram encontradas esponjas retangulares impregnadas com um líquido negro, que apresentava características compatíveis com cocaína. Após a pesagem, o material totalizou cerca de 4,7 quilos da substância.
O passageiro relatou às autoridades que a droga teria origem na Colômbia. Ele também foi preso em flagrante e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.
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Técnicas de ocultação indicam atuação de organizações criminosas
As formas utilizadas para ocultar os entorpecentes — como o uso de embalagens isolantes, compartimentos em malas e substâncias líquidas camufladas — reforçam a suspeita de que os casos estejam ligados a organizações criminosas especializadas no tráfico interestadual e internacional de drogas.
A Polícia Federal destaca que o uso de rotas aéreas é uma estratégia recorrente para o transporte de entorpecentes em larga escala, devido à rapidez e ao alcance internacional.
Investigação busca mapear origem e destino das drogas
As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos, identificar financiadores, intermediários e destinatários finais da droga, além de rastrear as rotas utilizadas pelo tráfico.
A PF também trabalha para cruzar informações sobre os dois casos, a fim de verificar se há conexão entre as ocorrências ou se tratam de operações independentes.
Fiscalizações reforçam combate ao tráfico no Amazonas
As apreensões evidenciam o papel estratégico do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes nas ações de combate ao tráfico de drogas na Região Norte. Segundo a Polícia Federal, as fiscalizações de rotina foram intensificadas como parte de um esforço permanente para coibir o transporte de entorpecentes por via aérea.
As autoridades reforçam que o combate ao tráfico envolve não apenas ações repressivas, mas também inteligência policial, cooperação internacional e monitoramento constante de rotas consideradas sensíveis.
Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue para aprofundar as apurações e responsabilizar todos os envolvidos na cadeia criminosa.
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