Ex-ministro do governo Dilma tentou incluir Banco Master no Minha casa Minha Vida
Proposta apresentada ao governo Lula defende atuação de instituições financeiras privadas sem vínculo administrativo com a Caixa.

(Foto: Divulgação)
Resumo
Ex-ministro do Esporte no governo Dilma, Ricardo Leyser articulou junto ao governo Lula uma proposta para permitir a entrada de bancos privados no programa Minha Casa, Minha Vida, defendendo um modelo sem subordinação à Caixa Econômica Federal.
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Notícias do Brasil – O ex-ministro do Esporte Ricardo Leyser Gonçalves, que integrou o governo Dilma Rousseff, atuou para tentar incluir o Banco Master no programa Minha Casa, Minha Vida por meio de um novo modelo de operação. A proposta foi levada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e formalizada em março de 2024, em um ofício encaminhado ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.
No documento, Leyser sustenta a criação de um formato que permitiria a participação de bancos privados no programa habitacional sem qualquer tipo de subordinação administrativa ou financeira à Caixa Econômica Federal, instituição historicamente responsável pela execução do Minha Casa, Minha Vida. À época, ele atuava como diretor da VBG Engenharia e Empreendimentos.
Proposta prevê atuação de bancos privados
Segundo o texto apresentado ao Ministério das Cidades, a iniciativa foi desenvolvida em conjunto com o Banco Master, o Banco Digimais e o Banco Genial. A proposta teria sido debatida em 23 estados, durante encontros com gestores municipais, reunindo mais de 1,2 mil representantes de prefeituras interessadas no modelo.
O objetivo central seria permitir que instituições financeiras privadas recebessem recursos da União para viabilizar a construção de moradias em municípios com até 80 mil habitantes. Nesse formato, os bancos ficariam responsáveis por contratar construtoras e executar os empreendimentos habitacionais, ampliando a capilaridade do programa.
Defesa de um novo modelo operacional
Ao defender a proposta, Leyser argumentou que a chamada modalidade de “Oferta Pública” poderia dar mais agilidade à execução do Novo Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, a natureza privada das instituições participantes abriria oportunidades para acelerar obras e ampliar o alcance do programa habitacional, especialmente em cidades de menor porte.
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A sugestão passou a integrar as discussões internas do governo federal sobre alternativas de financiamento e execução do programa, que é uma das principais vitrines sociais da atual gestão. Até o momento, não há confirmação de adoção do modelo proposto nem de eventual inclusão formal do Banco Master na política habitacional.
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