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Cacique de ocupação indígena destruída por Salazar detona vereador em Manaus: “Faz marketing para ganhar voto”

Liderança indígena afirma que comunidade tem respaldo legal e formalizou denúncia no Ministério Público Federal.

Por Natan AMPOST

31/01/2026 às 06:30 - Atualizado em 25/05/2026 às 11:25

Resumo

O cacique Kanga Kambeba denunciou o vereador Sargento Salazar (PL) por invadir e destruir uma ocupação indígena no bairro Cidade Nova, em Manaus. Documento protocolado no Ministério Público Federal (MPF) relata destruição de bens, alimentos e estrutura da comunidade, além de suposta atuação armada.

Notícias de Manaus – O cacique Kanga Kambeba, representante da Comunidade Indígena dos Povos Originários, denunciou o vereador Sargento Salazar por invadir uma ocupação localizada no núcleo 9, no bairro Cidade Nova, na zona Norte de Manaus. Segundo a liderança indígena, o parlamentar teria destruído estruturas da comunidade, danificado pertences das famílias e gravado vídeos no local com declarações consideradas ofensivas.

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Em vídeo enviado ao Portal AM POST, o cacique fez um pronunciamento direto ao vereador, cobrando respeito e diálogo com a comunidade.

Eu estou aqui Salazar embaixo da Oca onde vocês vieram fazer covardia, derrubar nosso rancho, jogar nosso fogão. Nós estamos aqui para querer falar contigo, vereador de meia tigela, que faz marketing para ganhar voto. Você veio aqui na nossa comunidade, por que não esperou para a gente conversar contigo?”, afirmou.


Liderança cobra diálogo e questiona postura do parlamentar

Kanga Kambeba também reforçou que busca uma conversa institucional com o vereador e criticou o que considera ausência de disposição para diálogo.

Eu quero falar de autoridade para autoridade. Eu sou indígena urbano vindo São Paulo de Olivença para Manaus. Eu preciso falar com o senhor já fomos várias vezes na Câmara de Manaus mas o senhor se esconde. O senhor não é o peito de aço, o homem que não tem medo de nada?”, declarou.

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As falas evidenciam o clima de tensão entre a comunidade indígena e o parlamentar, além de apontarem para um conflito que vai além da ocupação territorial, envolvendo respeito institucional e direitos dos povos originários.

Leia mais: Vereador Salazar é denunciado ao MPF após destruir ocupação indígena e chamar de ‘bando de porcaria’ em Manaus


Comunidade afirma ter autorização e respaldo legal

De acordo com o cacique, a ocupação não se trata de uma invasão irregular. Ele afirma que a comunidade possui autorização do proprietário do terreno enquanto tramita um processo na Justiça Federal. Além disso, há registros formais junto ao Ministério Público Federal e à Funai.

Segundo a liderança, toda a permanência no local ocorre dentro de um contexto legal em análise, o que, na visão da comunidade, descaracteriza qualquer alegação de ocupação criminosa ou irregular.


Denúncia ao MPF detalha destruição de bens e suposta ação armada

O cacique informou que já protocolou denúncia formal contra o vereador no MPF. O documento descreve a invasão do vereador no local ocorrida na última terça-feira (27/01) e aponta danos materiais e possíveis abusos.

Liderança indígena comparece para formalizar nova denúncia em desfavor do vereador Sargento Alexandre da Silva Salazar em virtude da invasão da Comunidade Indígena dos Povos Originários em 27 de janeiro de 2026. Segundo o relato, o denunciado ingressou no local (Avenida Camapuã, n° 492, Cidade Nova, Manaus) por volta das 10h, acompanhado de seis indivíduos e portando arma de fogo. O grupo teria promovido a destruição de bens e insumos da comunidade, incluindo gêneros alimentícios, lonas habitacionais e aparelhos eletrodomésticos. Ademais, houve o vandalismo de mangueiras que compunham o sistema de abastecimento de água do local. Em anexo, seguem vídeos da atuação do vereador, postados em rede social, além de registro realizado pelos indígenas que mostra o denunciado armado”, diz o documento.

O MPF deve analisar o conteúdo e avaliar eventuais medidas cabíveis dentro das atribuições legais do órgão.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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