Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2)
Reajuste de 6,79% entra no contracheque de janeiro e impacta benefícios previdenciários, assistenciais e a economia.
- Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Resumo
Notícias do Brasil – Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2), com reajuste de 6,79%. Aumento impacta aposentadorias, benefícios do INSS e deve injetar bilhões na economia em 2026.
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começou a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor já aparece no contracheque referente ao mês de janeiro e representa um reajuste de 6,79%, o equivalente a R$ 103 em relação ao piso anterior.
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O aumento foi oficializado por decreto federal e segue a política de valorização do salário mínimo, que leva em consideração a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite imposto pelo arcabouço fiscal.
Como foi definido o novo valor
O reajuste do salário mínimo considera a soma da inflação acumulada de 4,18% com o crescimento real do PIB de 3,4%. No entanto, o ganho real ficou limitado a 2,5%, conforme as regras fiscais em vigor, resultando no percentual final de 6,79%.
Com isso, o piso nacional passa a valer:
- Mensal: R$ 1.621
- Diário: R$ 54,04
- Hora: R$ 7,37
Pagamento para aposentados e pensionistas
Aposentados e pensionistas que recebem até um salário mínimo já começaram a receber o novo valor desde o dia 26 de janeiro. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.
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Benefícios acima do piso tiveram reajuste de 3,90%, índice correspondente apenas à inflação do período.
Impacto na economia e nas contas públicas
O novo salário mínimo tem impacto direto sobre cerca de 61,9 milhões de brasileiros, entre trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais. A estimativa é de que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.
Além disso, o governo projeta um impacto total de aproximadamente R$ 110 bilhões, considerando também medidas como a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o aumento gera um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
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Benefícios e contribuições atrelados ao mínimo
O novo valor serve de referência para aposentadorias do INSS, pensões, salário-família, seguro-desemprego e contribuições previdenciárias. O teto do INSS passa a ser de R$ 8.475,55, enquanto a parcela mínima do seguro-desemprego também sobe para R$ 1.621.
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