Ditador da Bielorrússia diz que está preocupado em garantir reeleição de Lula no Brasil
Alexander Lukashenko afirmou estar “preocupado” com o futuro político brasileiro e disse esperar eleições “calmas e pacíficas”.
- Foto: reprodução/BelTA
O ditador da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, manifestou publicamente apoio à reeleição do presidente Lula (PT). A declaração foi feita durante entrevista e reforçada em conversa com o embaixador brasileiro, em um momento em que o Brasil se aproxima de um novo ciclo eleitoral.
Segundo Lukashenko, o país vive um “momento político importante” e há preocupação para que o atual presidente brasileiro permaneça no cargo após as próximas eleições gerais.
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Promessa de atenção ao processo eleitoral
Durante a fala, o líder bielorrusso afirmou que acompanhará atentamente o cenário político brasileiro. “Faremos tudo o que for possível, se necessário, para que as eleições no Brasil ocorram em um ambiente calmo e pacífico”, declarou.
A afirmação gerou repercussão internacional por partir de um chefe de Estado frequentemente criticado por organizações de direitos humanos e por governos ocidentais, especialmente em razão do histórico eleitoral da Bielorrússia.
Quem é Alexander Lukashenko
No poder desde 1994, Lukashenko governa a Bielorrússia, oficialmente chamada de República de Belarus, há mais de três décadas. Ele está atualmente em seu sétimo mandato presidencial, com previsão de encerramento em 2030, que, segundo declarações anteriores, deve ser o último.
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As reeleições de Lukashenko são consideradas controversas por observadores internacionais. O pleito mais recente ocorreu no início de 2025 e, assim como eleições anteriores, foi alvo de denúncias de irregularidades e repressão política.
Prisões políticas e repressão a opositores
Organizações de direitos humanos estimam que cerca de 1.200 presos políticos estejam atualmente detidos no país. Desde as eleições de 2020, classificadas como fraudulentas por grande parte da comunidade internacional, o regime intensificou a repressão contra opositores.
Principais adversários políticos foram presos, rotulados como “extremistas” ou forçados a deixar o país. Manifestações contrárias ao governo foram reprimidas, consolidando a imagem de Lukashenko como um dos líderes mais autoritários da Europa.
Aliança com a Rússia amplia críticas
Lukashenko também é um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin. Durante o conflito na Ucrânia, autorizou a passagem de tropas russas pelo território bielorrusso, o que intensificou sanções internacionais contra Minsk.
A declaração de apoio a Lula ocorre, portanto, em um contexto marcado por isolamento diplomático e críticas ao regime bielorrusso, ampliando o debate sobre o peso político e simbólico desse posicionamento no cenário internacional.
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