Nikolas Ferreira rebate padre que criticou sua caminhada até Brasília: ‘Falta intelecto ou bíblia’
Para o parlamentar, a arma em si não é o problema, mas sim a intenção de quem a utiliza.
- Foto: reprodução
Resumo rápido
Em vídeo gravado em frente a uma catedral histórica, o deputado federal Nikolas Ferreira respondeu às críticas de um padre sobre sua “Caminhada da Fé”, defendeu o direito à legítima defesa, rebateu a ideia de “apologia à morte” e acusou líderes religiosos progressistas de adotarem dois pesos e duas medidas ao tratar de política, violência e fé.
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Notícias do Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou, nesta segunda-feira (2/1), um vídeo em que rebate críticas feitas pelo padre Ferdinando Mancílio à chamada “Caminhada da Fé”. A manifestação foi gravada em frente a uma catedral histórica e teve como foco central a defesa do armamento e a rejeição à acusação de que sua postura representaria uma “apologia à morte”.
“O mal não está no objeto, mas no coração”
Em tom direto e confrontacional, Nikolas afirmou que atribuir o mal a um objeto revela, segundo ele, uma falha tanto de argumentação quanto de compreensão bíblica. Para o parlamentar, a arma em si não é o problema, mas sim a intenção de quem a utiliza.
Como exemplo, citou episódios bíblicos e históricos para sustentar que a violência sempre existiu independentemente de tecnologia moderna, mencionando desde o conflito entre Caim e Abel até a vitória de Davi sobre Golias.
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Defesa como argumento central
O deputado sustentou que o mesmo instrumento capaz de tirar uma vida também pode ser usado para protegê-la. Nesse ponto, citou o trabalho das forças de segurança, como a Polícia Militar, e até a estrutura de proteção do Papa no Vaticano, para defender que o armamento, em determinadas circunstâncias, cumpre um papel de defesa e preservação da vida.
Acusação de “hipocrisia seletiva”
Nikolas reservou suas críticas mais duras ao que classificou como incoerência de setores progressistas dentro da Igreja. Segundo ele, há indignação direcionada à sua caminhada pacífica, mas silêncio diante de temas como a atuação do crime organizado armado, a circulação de armas ilegais no país e a aproximação política com regimes autoritários na América Latina.
O deputado também mencionou a perseguição a cristãos em países vizinhos como exemplo de pautas que, em sua avaliação, não recebem a mesma atenção de certos líderes religiosos.
Fé, política e posicionamento público
Ao encerrar o vídeo, Nikolas citou o teólogo Charles Spurgeon para reforçar a ideia de que a separação absoluta entre religião e política favoreceria a corrupção e o avanço de lideranças enganosas. Para ele, a fé não deve ser sinônimo de passividade, mas um elemento ativo no debate público e nas decisões políticas.
A mensagem final do parlamentar é que a religião deve dialogar com a realidade social e política do país, inclusive quando o tema envolve segurança pública e o direito à legítima defesa.
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