Polícia conclui que apenas um dos quatro adolescente suspeitos teve envolvimento na morte do cão Orelha
Adolescente teve internação solicitada e familiares de suspeitos foram indiciados por coação a testemunhas.
- Foto: Divulgação
Resumo
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu as investigações sobre os ataques aos cães Orelha e Caramelo, ocorridos na Praia Brava. Um adolescente teve pedido de internação pela morte de Orelha, enquanto parentes de suspeitos foram indiciados por coação a testemunhas. No caso de Caramelo, quatro adolescentes responderão por tentativa de afogamento.
Notícias do Brasil – A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na noite desta terça-feira (3), a investigação sobre o ataque que resultou na morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Santa Catarina. O inquérito apontou que apenas um dos quatro adolescentes inicialmente suspeitos teve participação direta nas agressões, levando a polícia a solicitar a internação do menor.
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Ataque ocorreu na madrugada
De acordo com a apuração policial, o crime ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30. Orelha, que tinha cerca de 10 anos de idade e era cuidado por moradores da região, foi atingido por uma pancada contundente na cabeça. O laudo de corpo de delito indica que o golpe pode ter sido desferido com um chute ou com o uso de um objeto rígido, como madeira ou garrafa.
Mesmo gravemente ferido, o animal ainda foi socorrido e levado a atendimento veterinário. No entanto, não resistiu às lesões e morreu no dia seguinte, em 5 de janeiro.
Apenas um adolescente teve envolvimento direto
Após a análise detalhada das provas, a Polícia Civil concluiu que somente um dos quatro adolescentes investigados participou efetivamente da agressão que levou à morte do cão. Com base nesse entendimento, foi feito o pedido de internação do menor, medida prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para atos infracionais cometidos com violência.
Segundo a polícia, a individualização das condutas foi possível graças ao cruzamento de imagens, depoimentos e laudos técnicos.
Investigação reuniu grande volume de provas
O caso mobilizou uma força-tarefa da Polícia Civil, que analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança instaladas na região da Praia Brava. Ao longo do inquérito, 24 testemunhas foram ouvidas, incluindo moradores, comerciantes e pessoas que estavam próximas ao local no momento do ataque.
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As autoridades destacaram que o volume de material analisado foi determinante para esclarecer a dinâmica do crime e afastar suspeitas indevidas sobre outros envolvidos.
Adultos foram indiciados por coação
Durante o andamento das investigações, três adultos — parentes dos adolescentes inicialmente apontados como suspeitos — foram indiciados por coação a testemunhas. Conforme a Polícia Civil, eles teriam tentado intimidar pessoas que poderiam colaborar com a apuração dos fatos, configurando tentativa de obstrução da Justiça.
A polícia informou que esse tipo de conduta é tratado com rigor e pode resultar em responsabilização criminal independente do desfecho do caso principal.
Adolescente viajou após o crime
Outro ponto destacado no inquérito foi o fato de o adolescente apontado como autor da agressão ter viajado para a Disney logo após o ataque ao cão. Ele retornou ao Brasil no dia 29 de janeiro e foi abordado pelas autoridades ainda no aeroporto, no contexto das investigações já em andamento.
Segundo a Polícia Civil, a viagem não impediu a coleta de provas nem comprometeu o avanço do inquérito.
Caso segue para o Ministério Público
Com a conclusão da investigação, os autos serão encaminhados ao Ministério Público, que avaliará as medidas judiciais cabíveis. O caso do cão Orelha gerou forte comoção local e reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais e responsabilização penal, inclusive quando os envolvidos são menores de idade.
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