Escola de samba A Grande Família se pronuncia após prisão do presidente ‘Caçula’ em Manaus
Agremiação afirma que caso é pessoal e reforça que não compactua com qualquer tipo de violência.
- Foto: reprodução
Resumo
Escola de samba A Grande Família afirma não ter relação com caso de violência doméstica envolvendo o presidente Cleildo Barroso, preso em Manaus.
Notícias de Manaus – A escola de samba A Grande Família divulgou nota oficial após a prisão do presidente da agremiação, Cleildo Barroso, de 34 anos, conhecido como “Caçula”, ocorrida na manhã desta quinta-feira (5), em Manaus. O dirigente é suspeito de agredir a ex-esposa e responderá pelos crimes de violência doméstica, violência psicológica e perseguição.
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Segundo as informações, ele já havia sido detido em janeiro pelo mesmo motivo, mas foi liberado após pagamento de fiança. Após a nova prisão, o suspeito deverá passar por audiência de custódia e permanecer à disposição da Justiça.
Escola afirma que caso pertence à esfera pessoal
Na nota, a agremiação afirmou que não possui relação com os fatos e destacou que o caso envolve a vida pessoal do presidente. O texto diz que a situação está sendo apurada pelas autoridades competentes.
“O G.R.C.E.S. A Grande Família vem a público esclarecer que não possui qualquer relação com os fatos recentemente divulgados envolvendo o seu presidente, os quais dizem respeito à esfera pessoal e estão sendo apurados pelas autoridades competentes”, informou a escola.
A diretoria também ressaltou que a instituição não compactua com comportamentos violentos. “A agremiação é uma instituição cultural e comunitária, construída pelo trabalho de seus integrantes e pela confiança da comunidade, e não compactua com qualquer forma de violência ou conduta que desrespeite a lei”, diz outro trecho.
Leia mais: Presidente da escola de samba ‘A Grande Família’ é preso por agressão à ex-companheira em Manaus
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Responsabilidade por atos individuais
O comunicado enfatiza que atitudes individuais não podem ser atribuídas à escola como entidade. “A responsabilidade por atos individuais é sempre pessoal e não pode, em hipótese alguma, ser atribuída à escola como entidade”, afirma a nota.
A agremiação também demonstrou preocupação com a forma como o caso tem sido tratado publicamente. “Temos acompanhado com preocupação a forma como o nome da agremiação vem sendo exposto e utilizado em debates e manifestações públicas, muitas vezes de maneira sensacionalista”, declarou.
Críticas a interferências políticas
No texto, a escola ainda cita a atuação de grupos e agentes políticos. Segundo a nota, essas ações estariam contribuindo para ampliar ataques à instituição.
A diretoria afirma que existem “agentes políticos e grupos ligados a interesses eleitorais” que, por meio de discursos e ações, estariam acirrando a situação e prejudicando a imagem da escola, que há quase 40 anos desenvolve atividades culturais e sociais.
Caso segue sob investigação
As acusações contra o presidente serão apuradas pelas autoridades competentes. O processo envolve crimes de violência doméstica, violência psicológica e perseguição.
A audiência de custódia deverá definir as medidas judiciais cabíveis enquanto o caso segue em tramitação. A escola de samba reforçou, por meio da nota, que permanece focada em suas atividades culturais e sociais e reiterou que não tolera qualquer tipo de violência.
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