Em entrevista, Lula fala de Trump e diz que filho deve de se explicar sobre suposto envolvimento na fraude do INSS
Petista fala sobre Gaza, Venezuela e cenário eleitoral, e afirma que filho deve se explicar.
- Foto: Agência Brasil
Resumo rápido
Em entrevista ao UOL, o presidente Lula criticou a proposta de Donald Trump para Gaza, defendeu a participação palestina em qualquer conselho de paz, falou sobre democracia na Venezuela, comentou investigações envolvendo seu filho no caso do INSS, confirmou reunião com o dono do Banco Master e projetou cenários para as eleições de 2026, além de voltar a defender mandato para ministros do STF.
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao conselho de paz proposto por Donald Trump para tratar da situação em Gaza. Segundo Lula, o Brasil até tem interesse em integrar a iniciativa, mas apenas se houver participação efetiva dos palestinos e se o foco for a reconstrução do território.
PUBLICIDADE
Para o presidente, a proposta apresentada pelos Estados Unidos se assemelha mais a um projeto turístico do que a um plano real de reconstrução. Lula questionou quem ficará responsável por refazer casas, hospitais e serviços básicos destruídos durante o conflito e classificou como incoerente a ausência de representantes palestinos no comando do conselho.
Lula confirmou ainda que pretende viajar a Washington no início de março para uma conversa direta com Trump, afirmando que não há temas proibidos, exceto qualquer discussão que envolva a soberania brasileira.
Venezuela: foco deve ser democracia e bem-estar do povo
Ao comentar a situação da Venezuela, Lula afirmou que o eventual retorno de Nicolás Maduro ao poder não é a principal preocupação do Brasil. Segundo ele, o mais importante é criar condições para o fortalecimento da democracia e a melhoria da vida da população venezuelana.
O presidente evitou defender diretamente Maduro e destacou que cabe aos próprios venezuelanos resolverem seus impasses internos, ressaltando a importância do diálogo entre os governos da Venezuela e dos Estados Unidos.
PUBLICIDADE
Lula fala sobre investigações que citam Lulinha no caso do INSS
Lula também abordou o envolvimento do nome de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas investigações sobre um suposto esquema de fraudes no INSS. O presidente disse que conversou pessoalmente com o filho e foi direto ao afirmar que ele terá de responder à Justiça caso seja comprovada qualquer irregularidade.
A Polícia Federal apura se Lulinha teria ligação indireta com o esquema por meio de terceiros, e há pedidos no Congresso para quebra de sigilos bancário e fiscal no âmbito da CPMI do INSS.
Encontro com dono do Banco Master foi confirmado
O presidente confirmou que recebeu Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em reunião no Palácio do Planalto, a pedido do ex-ministro Guido Mantega. Segundo Lula, o encontro contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Na conversa, Lula afirmou ter deixado claro que não haveria qualquer interferência política e que todas as decisões sobre o banco seriam tomadas de forma técnica pelo Banco Central, com investigação até as últimas consequências.
Eleições de 2026 e articulações nos estados
Sobre o cenário eleitoral, Lula demonstrou confiança na vitória em 2026, afirmando que a economia tende a influenciar positivamente o voto durante a campanha. O presidente evitou cravar candidaturas, mas sinalizou que Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet terão papel relevante em São Paulo.
Em Minas Gerais, Lula voltou a defender uma possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo estadual, afirmando que ainda pretende conversar com ele e que o estado continuará sendo estratégico para o projeto político do PT.
Por fim, Lula reiterou sua defesa da criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal. Para o presidente, não é razoável que magistrados assumam a Corte aos 35 anos e permaneçam até os 75. Apesar disso, elogiou a atuação do STF no julgamento dos atos golpistas de 8 de Janeiro, destacando a firmeza das instituições democráticas brasileiras.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






