Mãe é presa por tortura qualificada contra filho em Novo Airão no Amazonas
Investigação aponta sofrimento contínuo da criança e omissão da mãe no atendimento médico.

Foto: Divulgação
Resumo
Uma mulher de 21 anos foi presa em flagrante pelo crime de tortura qualificada contra o próprio filho, de seis anos, no município de Novo Airão, no interior do Amazonas. O caso ocorreu na zona rural da cidade e envolve também o padrasto da criança, que segue sendo procurado pela polícia. As investigações apontam omissão grave da mãe, que permitiu a continuidade do sofrimento da vítima e deixou de buscar atendimento médico adequado.
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Notícias Policiais – Uma mulher de 21 anos foi presa em flagrante pelo crime de tortura qualificada contra o próprio filho, de seis anos, no município de Novo Airão, distante 115 quilômetros de Manaus. A prisão foi realizada pela 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município. O padrasto da criança, de 25 anos, apontado como autor das agressões, continua foragido.
Crime ocorreu na zona rural
De acordo com o delegado Rodrigo Monfroni, o crime aconteceu no dia 3 de fevereiro deste ano, na comunidade Fazendinha, localizada na zona rural do município. As investigações começaram após o pai da criança tomar conhecimento de um vídeo gravado pelo avô do menino e formalizar a denúncia às autoridades.
Vídeo registrou situação de violência
Segundo o delegado, o avô estava no local no momento dos fatos e conseguiu registrar em vídeo a situação da criança logo após ter sido arremessada pela janela da residência pelo padrasto, durante um episódio de agressividade. O homem estava na casa no momento do ocorrido e fugiu após o crime.
Omissão da mãe agravou o caso
Conforme apurado pela polícia, a criança ficou gravemente ferida, mas a mãe optou por não levá-la ao hospital do município. Em vez disso, buscou atendimento com um rezador e, posteriormente, retornou com o filho para a residência onde vivia com o agressor, permitindo a continuidade da situação de risco.
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Estado de saúde da criança
Durante as diligências, os policiais localizaram o menino em condições preocupantes. Exames médicos confirmaram fratura no braço esquerdo, dores intensas e ausência de qualquer tipo de imobilização. Em depoimento, a criança relatou que os episódios de agressão eram frequentes.
Enquadramento por tortura
Diante da gravidade das lesões e do contexto de sofrimento contínuo, o caso passou a ser tratado como tortura-castigo qualificada por lesão corporal grave. A mãe foi responsabilizada por omissão grave, conforme prevê a legislação.
Buscas pelo padrasto
O padrasto da criança segue sendo procurado. A mulher permanecerá à disposição do Poder Judiciário e responderá pelo crime de tortura qualificada.
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