Adaf reforça fiscalização na Ceasa para barrar avanço da mosca-da-carambola
Atualmente, os municípios de Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva estão sob regime de quarentena fitossanitária.
- Foto: divulgação
Resumo
A Adaf intensificou a fiscalização no Porto da Ceasa, em Manaus, para impedir o transporte irregular de frutas que podem disseminar a mosca-da-carambola. A praga, detectada em Rio Preto da Eva, ameaça a fruticultura amazonense e colocou Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva sob quarentena fitossanitária.
Notícias do Amazonas – A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) iniciou uma operação contínua de fiscalização e educação sanitária no Porto da Ceasa, na zona sul de Manaus, com o objetivo de prevenir a disseminação da mosca-da-carambola, praga considerada altamente prejudicial à fruticultura.
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A ação ocorre com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e faz parte da estratégia nacional coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após a confirmação da presença da praga no município de Rio Preto da Eva, em dezembro de 2025.
Quarentena impede saída de frutos hospedeiros
Atualmente, os municípios de Manaus, Itacoatiara e Rio Preto da Eva estão sob regime de quarentena fitossanitária. Isso significa que frutas consideradas hospedeiras da mosca-da-carambola estão proibidas de serem transportadas para outras cidades ou estados.
Durante a fiscalização, equipes da Gerência de Defesa Vegetal (GDV) e da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav Manaus) abordam motoristas e comerciantes, orientando sobre os riscos econômicos da praga e a necessidade de cumprir as normas sanitárias.
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Educação sanitária e apoio da população são fundamentais
Segundo o gerente de Defesa Vegetal da Adaf, Sivandro Campos, o trabalho vai além da fiscalização.
“Nosso objetivo é conscientizar as pessoas para que não transportem frutos hospedeiros para outros municípios. O apoio da população é essencial para conter a praga”, afirmou.
A iniciativa conta ainda com a colaboração de órgãos como Idam, Faea, prefeituras locais, Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária do Amazonas e Roraima, além da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr).
Ações de supressão e erradicação no foco da praga
Em Rio Preto da Eva, onde a mosca-da-carambola foi detectada, estão sendo adotadas medidas rigorosas de supressão e erradicação. Entre elas, está a ampliação do número de armadilhas com inseticida e o aumento da frequência do monitoramento, especialmente nas áreas de quarentena.
Outra ação fundamental é a coleta total dos frutos hospedeiros. Esses frutos são armazenados em sacos de alta densidade, mantidos em ambiente quente por sete dias e, posteriormente, descartados em aterro sanitário, garantindo a eliminação de possíveis larvas.
A Adaf reforça que a mosca-da-carambola não oferece riscos à saúde das pessoas. No entanto, representa uma séria ameaça econômica, devido ao alto potencial de destruição das lavouras.
A praga possui mais de 40 espécies hospedeiras, entre elas carambola, manga, tomate, mamão, goiaba, acerola, laranja e pimenta-de-cheiro — produtos importantes para a agricultura e o abastecimento regional.
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