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Resumo
Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam novos detalhes sobre a morte de Jeffrey Epstein, encontrado sem vida em sua cela em agosto de 2019, em uma prisão de Nova York. Os arquivos reforçam a conclusão oficial de suicídio, descrevem falhas graves no sistema prisional, detalham os resultados da autópsia e apresentam informações sobre investigações internas, imagens de segurança e a liberação de milhões de documentos relacionados ao caso.
Notícias do Mundo –Documentos tornados públicos em janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram novas informações sobre a morte de Jeffrey Epstein, empresário condenado por abuso e tráfico sexual. Ele foi encontrado sem vida em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Manhattan, em Nova York, no dia 10 de agosto de 2019. Os registros reforçam a conclusão oficial de que não houve crime, embora apontem falhas significativas no sistema prisional.
Localização do corpo e situação da cela
Segundo registros do Departamento Federal de Prisões (BOP), baseados em relatos de funcionários da unidade, Epstein foi localizado morto às 6h33 da manhã. O sistema da prisão indicava a presença de três detentos na cela, apesar de o espaço ser destinado a apenas dois. Na prática, o empresário estava sozinho, pois seu companheiro de cela havia sido transferido no dia anterior.
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Socorro médico e causa da morte
Os documentos indicam que Epstein chegou a ser socorrido e encaminhado a um hospital, onde equipes médicas tentaram reanimá-lo. A morte foi confirmada no pronto-socorro, e o suicídio foi apontado como causa oficial. A autópsia identificou lesões no pescoço, nos olhos e no ombro esquerdo, além de marcas de ligadura, hemorragias oculares e fraturas.
Controvérsias e conclusões das investigações
A família de Epstein contratou um patologista particular para acompanhar o exame, o que gerou controvérsia sobre os resultados. Autoridades reconheceram que algumas fraturas poderiam ser compatíveis tanto com enforcamento quanto com estrangulamento. Ainda assim, relatórios do FBI concluíram que os achados médicos eram compatíveis com suicídio.
Falhas operacionais e divulgação de documentos
Uma investigação interna do Departamento de Justiça, com quase 130 páginas, apontou falhas operacionais na prisão no dia da morte, mas afirmou não haver evidências de ação criminosa. Também foram divulgadas cerca de dez horas de imagens de câmeras de segurança, que não mostram a entrada de ninguém na cela. No fim de janeiro, mais de 3 milhões de páginas de documentos, além de vídeos e imagens, foram tornados públicos, encerrando meses de impasse entre autoridades.
Declaração de Transparência
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