Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas
O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá.
- Foto: Agência Brasil
Resumo rápido
O Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões após um vazamento de fluido de perfuração ocorrido em janeiro na Bacia da Foz do Amazonas. Enquanto o órgão ambiental aponta riscos ao ecossistema e à saúde humana, a estatal afirma que o material é biodegradável e não causou danos ambientais.
Notícias do Amazonas – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por um vazamento registrado durante atividades de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá.
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O que vazou no mar
Segundo o Ibama, a autuação foi motivada pelo descarte acidental de 18,44 metros cúbicos de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa, uma mistura oleosa utilizada nas operações de exploração de petróleo e gás. O vazamento teve origem no Navio Sonda 42 (NS-42), que realizava a perfuração de um poço em águas profundas.
O órgão ambiental classificou o material como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático, conforme critérios técnicos estabelecidos em normativa publicada em 2025.
Avaliação ambiental e divergência
Em nota, o Ibama destacou que o fluido derramado pode causar impactos ambientais e, por esse motivo, decidiu aplicar a penalidade administrativa. A Petrobras, por sua vez, apresentou entendimento diferente sobre o episódio.
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A estatal confirmou o recebimento do auto de infração, mas afirmou que o fluido utilizado é biodegradável, não tóxico, não persistente e não bioacumulável.
A partir da notificação oficial, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa junto ao Ibama.
Origem do vazamento
De acordo com a Petrobras, o vazamento ocorreu devido à perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço exploratório Morpho. Após o incidente, as atividades no local foram interrompidas.
A perfuração do poço na Bacia da Foz do Amazonas permanece paralisada desde o dia 6 de janeiro. Na última quarta-feira (4), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) impôs novas exigências para que a Petrobras possa retomar os trabalhos.
Entre as determinações estão a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração, estrutura que liga o poço submarino à sonda, e a apresentação de documentos técnicos que comprovem a adequação da instalação.
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