Rodoviários planejam greve em Manaus após empresas receberem R$ 22 milhões da prefeitura e atrasarem salários
Paralisação vai afetar todo o sistema de transporte coletivo da capital.
- Reprodução
Resumo
Rodoviários de Manaus planejam greve após atraso salarial. Vereador denuncia que empresas receberam subsídio milionário, mas não efetuaram o pagamento aos trabalhadores.
Notícias de Manaus – Trabalhadores do transporte público de Manaus anunciaram uma greve para esta terça-feira (10) em protesto contra o atraso no pagamento dos salários. A paralisação pode comprometer a circulação de ônibus em diversas zonas da cidade, afetando milhares de passageiros que dependem do sistema diariamente.
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A situação foi denunciada pelo vereador Jaildo Oliveira, representante ativo dos trabalhadores do transporte público, durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Segundo o parlamentar, os rodoviários estão há cinco dias sem receber os vencimentos, apesar de as empresas terem recebido subsídio público destinado justamente ao pagamento da folha.
Denúncia de repasse sem pagamento aos trabalhadores
De acordo com o vereador, a Prefeitura de Manaus realizou o repasse financeiro dentro do prazo, mas as empresas de transporte não efetuaram os pagamentos aos funcionários. Ele afirmou que, mesmo com o envio de recursos, a remuneração dos trabalhadores não foi regularizada.
O parlamentar citou informações do presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Arnaldo Flores, segundo as quais cerca de R$ 22 milhões teriam sido repassados às empresas na última semana. O valor teria como objetivo auxiliar no fechamento da folha de pagamento dos rodoviários.
Apesar disso, segundo a denúncia, os trabalhadores continuaram sem receber os salários, o que levou à decisão de iniciar a paralisação.
“Já faz 5 dias de atraso, sendo que as empresas receberam subsídio e não pagou. A prefeitura repassou na data certa mas as empresas não pagaram os funcionários. Aí quando os trabalhadores vão lá para o centro fazer protesto chega liminar, multa para o sindicato, mas eu não vejo uma multa para as empresas, não vejo nenhum órgão competente multar as empresas”, disse.
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Críticas ao sindicato patronal e às empresas
Durante o pronunciamento, o vereador também criticou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e as empresas responsáveis pela operação do sistema.
Ele afirmou que, enquanto o sindicato dos trabalhadores enfrenta decisões judiciais e multas quando há protestos, não haveria a mesma postura das autoridades em relação às empresas que atrasam os salários.
Segundo o parlamentar, o primeiro impacto do atraso recai sobre os trabalhadores, mas rapidamente atinge a população, que depende do transporte coletivo para se deslocar pela cidade.
“As empresas receberam na última semana quase R$ 22 milhões, segundo informação do presidente do IMMU, justamente para ajudar a fechar a folha de pagamentos e remunerar os funcionários, e o Sinetram junto com as empresas não pagou nenhum rodoviário”, afirmou.
População pode ser afetada
A eventual paralisação dos rodoviários deve provocar transtornos para usuários do transporte público, principalmente nos horários de pico. O sistema de ônibus é o principal meio de deslocamento para trabalhadores, estudantes e demais moradores da capital.
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