Lula e Hugo Motta adiam reunião sobre fim da escala 6×1; debate fica para depois do Carnaval
O tema ganhou força nas últimas semanas e passou a integrar as prioridades políticas do Planalto.
- Foto: PR
Resumo
O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, cancelaram a reunião que discutiria as PECs que propõem o fim da escala 6×1. O encontro foi adiado por conflito de agendas e deve ocorrer após o Carnaval. A proposta é considerada estratégica para o governo e já começou a tramitar na Câmara.
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Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiram adiar a reunião que trataria das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) voltadas à extinção da escala de trabalho 6×1.
O encontro estava previsto para esta quinta-feira (11), mas foi remarcado em razão de incompatibilidade de agendas. Motta retorna à Paraíba ainda nesta tarde, o que inviabilizou a conversa presencial com o chefe do Executivo. A nova data deve ser definida após o Carnaval.
Fim da escala 6×1 é bandeira do governo
A proposta de acabar com a jornada 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um — é uma das promessas defendidas por Lula, especialmente no contexto de sua campanha à reeleição.
O tema ganhou força nas últimas semanas e passou a integrar as prioridades políticas do Planalto, que busca avançar na pauta trabalhista ainda neste semestre.
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Tramitação das PECs na Câmara
Apesar de ter permanecido meses sem avanço, o debate voltou à pauta na Câmara. Hugo Motta decidiu encaminhar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a PEC apresentada em 2024 pela deputada Érika Hilton (PSol-SP), dando início formal à tramitação da proposta.
Segundo Motta, o texto deve tramitar em conjunto com outra proposta mais antiga, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que também trata de mudanças na jornada de trabalho.
A análise na CCJ representa a primeira etapa do processo legislativo. Caso avance, o texto ainda precisará passar por comissão especial e ser votado em dois turnos no plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.
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