Entenda pedido da PF ao STF para suspeição de Toffoli no caso do Banco Master
Pedido encaminhado a Fachin após menções ao ministro aparecerem em mensagens apreendidas pela corporação.

(Foto: divulgação)
Resumo
Polícia Federal pede ao presidente do STF que ministro Dias Toffoli seja declarado suspeito na investigação sobre o Banco Master após menções ao nome dele em material apreendido no celular de um dos investigados.
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Notícias do Brasil – A Polícia Federal (PF) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que o colega Dias Toffoli seja declarado suspeito e afastado da relatoria do inquérito que investiga supostas irregularidades e fraudes envolvendo o Banco Master, instituição financeira que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.
A requisição feita pela PF foi motivada pela descoberta de menções ao nome de Toffoli nos aparelhos eletrônicos apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição sob investigação. O material extraído do celular de Vorcaro foi entregue ao STF e repassado ao presidente da Corte, que tem competência para analisar pedidos de suspeição de ministros no tribunal.
Após receber o pedido, Fachin instaurou um procedimento interno e notificou Toffoli para que ele se manifeste nos autos sobre as alegações. A decisão sobre a permanência ou não do ministro na relatoria do caso ainda cabe ao presidente da Corte.
Toffoli rebate e nota oficial afirma que pedido trata de ilações
O gabinete de Toffoli divulgou nota oficial classificando o pedido da PF como baseado em “ilações” e questionando a legitimidade da corporação para formular uma arguição de suspeição, já que, segundo o ministro, a Polícia Federal não é parte no processo investigado, conforme prevê o artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro informou que apresentará resposta formal diretamente ao presidente do STF.
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O inquérito do Banco Master, que tramita sob sigilo, envolve apurações de fraudes financeiras e irregularidades que, segundo investigações, podem atingir valores bilionários. A despeito de já ter sido objeto de operações policiais e de críticas públicas, a análise sobre a suspeição de Toffoli agora adiciona um novo capítulo ao caso dentro da mais alta instância da Justiça brasileira.

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