Toffoli solicita à PF acesso integral à perícia de celulares no caso Master
Horas antes da decisão, o ministro divulgou nota pública confirmando ser sócio de empres que realizou operações envolvendo o resort Tayayá.
- Foto: Sérgio Lima
Resumo
O ministro do STF Dias Toffoli determinou que a Polícia Federal envie a íntegra da perícia realizada em celulares e outras mídias apreendidas no caso Master, incluindo dados de Daniel Vorcaro. A decisão ocorre após o magistrado admitir participação societária em empresa que negociou com o cunhado do banqueiro investigado.
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou nesta quinta-feira (12/2) que a Polícia Federal (PF) encaminhe integralmente os laudos periciais relacionados aos aparelhos celulares e demais mídias apreendidas no âmbito das investigações do caso Master.
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Envio de dados telemáticos e informáticos
A decisão inclui o compartilhamento de todos os dados telemáticos, informáticos e telefônicos coletados pela PF, além de outros elementos de prova reunidos na investigação. Entre os materiais analisados estão conteúdos extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Toffoli justificou a medida afirmando que as defesas dos investigados já haviam solicitado acesso ao material anteriormente, reforçando a necessidade de disponibilização formal dos laudos.
Nota sobre participação societária
Horas antes da decisão, o ministro divulgou nota pública confirmando ser sócio da empresa Maridt, que realizou operações envolvendo participações no resort Tayayá, no Paraná. Parte dessas negociações ocorreu com Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro.
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Segundo o ministro, a Maridt é uma empresa familiar de capital fechado, administrada por seus parentes. Ele esclareceu que sua participação é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que autoriza magistrados a integrarem quadro societário e receberem dividendos, desde que não exerçam funções de gestão.
Encerramento de participação no grupo
De acordo com a nota, a empresa deixou de integrar o grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025. O desligamento ocorreu em duas etapas: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e posteriormente a alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em fevereiro de 2025.
O gabinete do ministro informou que todas as operações foram declaradas à Receita Federal e realizadas a valores de mercado.
Relatoria e questionamentos
Toffoli também abordou questionamentos sobre sua permanência como relator do caso envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB. Segundo ele, o processo foi distribuído ao seu gabinete em novembro de 2025, quando a empresa já não mantinha vínculos com o grupo Tayayá.
O ministro declarou ainda que não conhece o gestor do Fundo Arllen e negou qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro. Por fim, afirmou que jamais recebeu valores do banqueiro ou de seu cunhado.
A investigação conduzida pela Polícia Federal segue em andamento.
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