Carnaval na Floresta 2026 começa com fé, Amazônia e força feminina no Sambódromo
programação conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e tem entrada gratuita.
- Foto: Divulgação
Resumo
A primeira noite do Carnaval na Floresta 2026 levou ao Sambódromo de Manaus enredos que exaltaram a fé, a cultura afro-brasileira, a preservação da Amazônia e o protagonismo feminino. O Grupo de Acesso B abriu os desfiles com apresentações marcadas por emoção, representatividade e homenagens.
Notícias de Manaus – O Carnaval na Floresta 2026 começou oficialmente na quinta-feira (12/02), no Sambódromo de Manaus, com os desfiles do Grupo de Acesso B. A programação conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e tem entrada gratuita.
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Durante a abertura, o secretário de Cultura, Caio André, destacou a estrutura do evento e o crescimento do samba no estado. Segundo ele, segurança, organização e novidades foram preparadas para receber o público, reforçando que o carnaval é um espaço democrático voltado para toda a família.
Religiosidade e raízes africanas
A estreia da noite ficou por conta do GRES do Amor, que desfilou pela primeira vez no Sambódromo após conquistar o título do Grupo Experimental. O enredo “Mãe Senhora de Oxum – A mãe preta do Brasil” exaltou Oxum e as religiões de matriz africana, ressaltando a ancestralidade do samba.
O primeiro mestre-sala da escola, Henrique Dias, definiu o momento como histórico e emocionante ao conduzir o pavilhão na abertura oficial do carnaval.
Jubileu de ouro e tradição
O GRES Unidos da Coophasa levou à avenida o enredo “Jubileu de Ouro: 50 anos de samba, paixão e superação”, celebrando meio século de trajetória. A apresentação reuniu elementos que resgataram a história da agremiação e sua relação com a comunidade.
A porta-bandeira Kayllane Araújo destacou a preparação intensa ao longo do ano e a expectativa por um resultado positivo.
Com um desfile voltado ao universo lúdico, o GRES Balaku Blaku apresentou “Balaku Blaku no sonho de Walt Disney”, reeditando um enredo de três décadas atrás. Personagens e referências clássicas deram o tom do espetáculo, que levou cor e fantasia à avenida.
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Protagonismo feminino na avenida
A força da mulher amazônica foi o destaque do GRC Primos da Ilha, que apresentou o enredo “Mulher que empreende, mulher que vende”. O desfile percorreu a trajetória de mulheres empreendedoras e artesãs da região, valorizando o papel feminino na economia e na sociedade.
À frente da bateria, a rainha Liandra Coelho reforçou a importância da representatividade feminina no carnaval e na vida cotidiana.
Amazônia em evidência
A preservação ambiental foi tema central de diferentes escolas. O GRES Gaviões do Parque 10 trouxe “Apocalipse da natureza amazônica”, alertando para a necessidade de proteger fauna e flora.
Já o GRES Império Mauá homenageou o município de Autazes com o enredo “Autazes, Terra dos Muras – No Coração da Floresta”, destacando a cultura e as riquezas naturais do interior do Amazonas.
Também defendendo a floresta, o GRES Legião de Bambas apresentou “A preservação da Amazônia para sempre”, estruturando o desfile em setores que simbolizaram a luta ambiental.
Cultura afro-brasileira e homenagens emocionantes
Entre as últimas apresentações da noite, o GRES Unidos da Cidade Nova levou à avenida “No reino do Norte, Xangô é fogo e justiça!”, exaltando a cultura afro-brasileira e reforçando o respeito às religiões de matriz africana.
Encerrando o Grupo de Acesso B, o GRES Mocidade de Ipixuna apresentou “Nos palcos da vida e arte floresce, João Bosco das Letras a Ipixuna enaltece”, uma homenagem à trajetória de João Bosco e sua contribuição à escola. A despedida foi marcada por emoção e sentimento de gratidão.
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