Lula questiona atuação da PF no Caso Master envolvendo Toffoli
O relatório com menções a Toffoli foi entregue pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin.
- Foto: PR
Resumo
O presidente Lula manifestou incômodo com a forma como a Polícia Federal conduziu procedimentos envolvendo o ministro Dias Toffoli no Caso Master. Segundo aliados, o presidente considerou que o tema deveria ter seguido trâmite institucional, com aval do STF e da PGR.
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou, em conversas reservadas, desconforto com a forma como a Polícia Federal atuou no episódio envolvendo o ministro Dias Toffoli, no âmbito do Caso Master.
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De acordo com aliados, Lula teria ficado surpreso com o fato de a corporação ter analisado e cruzado informações extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro sem autorização prévia do Supremo Tribunal Federal.
Avaliação sobre o procedimento
Nos bastidores, a avaliação atribuída ao presidente é de que a PF deveria ter produzido apenas um relatório informativo sobre o material encontrado, sem aprofundar a análise ou promover cruzamentos de dados.
Outro ponto levantado por interlocutores foi que o assunto, por envolver integrante do STF, deveria ter seguido caminho institucional por meio do Ministério da Justiça, pasta à qual a Polícia Federal é subordinada.
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Entrega direta ao STF gerou questionamentos
O relatório com menções a Toffoli foi entregue pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Dentro do governo, segundo relatos, houve entendimento de que o material poderia ter sido encaminhado primeiro à Procuradoria-Geral da República, antes de chegar diretamente ao Supremo.
Um aliado do presidente afirmou, sob reserva, que Lula viu a situação como uma questão institucional e não criminal, avaliando que os procedimentos adotados confundiram esses dois campos.
Concordância com saída da relatoria
Apesar das críticas ao método utilizado pela PF, auxiliares afirmam que Lula concordou que o melhor desfecho para preservar a imagem da Corte seria a saída de Toffoli da relatoria do Caso Master — decisão que acabou sendo formalizada dias depois.
A avaliação no entorno presidencial é de que a permanência do ministro poderia gerar desgaste à imagem do Supremo.
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