PF prepara relatório sobre citações a Alexandre de Moraes em celular de Daniel Vorcaro
O documento será encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.
- Foto: STF
Resumo
A Polícia Federal prepara um relatório sobre menções ao ministro Alexandre de Moraes encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro. O documento será enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, e segue o mesmo modelo do material já produzido sobre Dias Toffoli.
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Notícias do Brasil – A Polícia Federal está finalizando um relatório que reúne referências ao ministro Alexandre de Moraes encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro.
O documento será encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e segue o formato de “informação de Polícia Judiciária”. Assim como ocorreu em relatório anterior envolvendo o ministro Dias Toffoli, o material não solicita afastamento ou suspeição, limitando-se a relatar os achados da investigação.
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Visitas à residência no Lago Sul
De acordo com informações já divulgadas, Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na residência de Vorcaro, localizada no bairro Lago Sul, em Brasília.
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Em uma das ocasiões, o ministro teria conversado brevemente com Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília (BRB). Posteriormente, Moraes divulgou nota negando participação em reunião com o dirigente da instituição financeira.
Negociação envolvendo o Banco Master
Naquele período, Vorcaro buscava viabilizar a venda do Banco Master ao BRB. Paralelamente, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, mantinha contrato de consultoria com o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões.
As circunstâncias e o contexto dessas informações passaram a integrar o material analisado pela Polícia Federal.
Desdobramentos no STF
O novo relatório amplia a apuração já iniciada com base nas mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. A documentação será analisada no âmbito do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência de Edson Fachin.
As investigações seguem em andamento, e o relatório da PF deverá detalhar exclusivamente os registros identificados no celular do empresário, sem apresentar, neste momento, pedido formal de providências contra o ministro citado.
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