Governo Lula recomenda silêncio de ministros sobre caso Banco Master
A estratégia do governo é manter postura institucional e evitar declarações que possam ampliar a crise ou gerar desgaste político.
- Foto: Reprodoção
Resumo
O ministro da Secretaria de Comunicação Social orientou integrantes do governo federal a evitarem declarações sobre a crise envolvendo o STF, a Polícia Federal e o Banco Master. A recomendação também inclui evitar críticas ao presidente do Senado, em meio ao avanço das investigações.
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Notícias do Brasil – O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, recomendou que ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se manifestem publicamente sobre a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master.
A orientação, busca evitar que o Palácio do Planalto seja associado ao embate institucional que ganhou força nos últimos dias.
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Disputa entre STF e Polícia Federal
Nos bastidores do governo, a avaliação é de que o episódio evoluiu para uma tensão entre a Polícia Federal e o STF. A divulgação de detalhes sobre uma reunião reservada entre ministros da Corte elevou o clima de desconfiança dentro do tribunal.
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Alguns integrantes do Supremo teriam levantado a suspeita de que a conversa interna foi gravada. No encontro, ficou definido que o ministro Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso envolvendo o Banco Master, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça.
Cautela em relação ao Senado
Além da orientação para evitar comentários sobre o Supremo, Sidônio também pediu aos ministros que não façam críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Alcolumbre indicou Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), órgão que investiu R$ 400 milhões em títulos do Banco Master. Lemos foi alvo de operação da Polícia Federal no início do mês.
Estratégia de contenção
A estratégia do governo é manter postura institucional e evitar declarações que possam ampliar a crise ou gerar desgaste político.
Internamente, a orientação é preservar a estabilidade entre os Poderes e impedir que o episódio afete a agenda política do Executivo.
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