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- Foto: Agência Senado
Resumo
Preso desde setembro do ano passado, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, avalia apresentar proposta de delação premiada. Segundo informações de bastidores, ele estaria disposto a detalhar supostos negócios envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, além de outros desdobramentos do esquema investigado.
Notícias do Brasil – O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas, estuda formalizar uma proposta de delação premiada. Ele está preso desde 12 de setembro do ano passado.
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De acordo com apurações, a iniciativa ganhou força após a ampliação das investigações atingir familiares, incluindo seu filho, Romeu Carvalho Antunes, detido sob suspeita de participação no esquema.
Pressão sobre familiares e CPMI
Além da prisão do filho, a esposa do investigado, Tânia Carvalho dos Santos, também entrou no radar da CPMI do INSS, que aprovou requerimento para ouvir seu depoimento — ainda sem data marcada.
Nos bastidores, interlocutores afirmam que a movimentação envolvendo familiares teria influenciado a decisão do empresário de reunir advogados para estruturar uma eventual proposta de colaboração.
Supostos negócios com Lulinha
Entre os pontos que poderiam constar em uma delação estaria a exposição de negociações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Segundo relatos, as tratativas incluiriam articulações nas áreas de educação e saúde, além de iniciativas ligadas ao próprio esquema sob investigação. Lulinha reside atualmente em Madri, na Espanha, e nunca comentou publicamente as acusações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que o filho deve responder por eventuais irregularidades caso existam, ressaltando que cada pessoa deve assumir as próprias responsabilidades.
Relatoria no STF
As investigações têm como relator o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado também ficará responsável por outros processos de grande repercussão nacional.
Apesar da movimentação nos bastidores, ainda há dúvidas se uma eventual proposta de delação seria aceita pelo Ministério Público, que avalia critérios como relevância das informações e efetividade das provas apresentadas.
Alcance político das investigações
Uma possível colaboração pode não se limitar a empresários. A Polícia Federal apura a participação de autoridades com foro privilegiado no caso, incluindo o senador Weverton Rocha, citado nas investigações.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes nega, oficialmente, que haja decisão definitiva sobre a apresentação de um acordo de delação premiada.
O caso segue sob investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos meses.