CPI do Crime Organizado deve aprovar quebra de sigilo de empresa ligada a Dias Toffoli
O texto também prevê solicitações de dados a empresas como Meta e Google, além de operadoras de telefonia.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
A CPI do Crime Organizado no Senado deve votar a quebra de sigilo fiscal, bancário e telemático da empresa Maridt Participações S.A., que tem como sócio o ministro do STF Dias Toffoli. O pedido é do relator Alessandro Vieira e conta com apoio do presidente da comissão, Fabiano Contarato.
Notícias do Brasil – A CPI do Crime Organizado deve analisar, no próximo dia 25, requerimento que solicita a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., que tem como sócio o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.
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O pedido foi apresentado pelo relator da comissão, o senador Alessandro Vieira, e recebeu o apoio do presidente do colegiado, Fabiano Contarato.
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Alcance da investigação
O requerimento solicita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras relatórios detalhados, incluindo a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático da empresa.
Caso aprovado, o acesso às informações poderá revelar a origem de recursos recebidos, transferências realizadas e eventuais beneficiários das operações financeiras ao longo dos anos.
O texto também prevê solicitações de dados a empresas como Meta e Google, além de operadoras de telefonia.
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Justificativa apresentada
No documento, o relator afirma que há indícios de irregularidades que justificariam a medida, mencionando suposta incompatibilidade econômica e possível uso da empresa como estrutura para movimentações financeiras.
O requerimento cita ainda conexões com o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), e com o fundo de investimentos Arleen, apontado como ligado a investigações envolvendo o Banco Master.
Apoio político e próximos passos
O pedido conta com apoio tanto de parlamentares governistas quanto da oposição. O senador Hamilton Mourão também declarou publicamente apoio à quebra de sigilo.
Além da análise do requerimento, a CPI deve votar convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes para prestar esclarecimentos. Como se trata de convite, não há obrigatoriedade de comparecimento.
Já as convocações previstas incluem o advogado Paulo Humberto Barbosa, atual proprietário do resort citado, e o economista Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e CEO do Banco Master.
A votação está prevista para ocorrer na manhã do dia 25, podendo ampliar o alcance das investigações conduzidas pelo Senado.
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