Eduardo Bolsonaro diz que eleição de Flávio é chave para perdão ao pai
O ex-parlamentar classificou as prisões como injustas e afirmou que o perdão presidencial seria a “única saída” para reverter o quadro.
- Foto: Reprodução
Resumo
Em entrevista nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro afirmou que a eleição do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, em 2026, seria a “única saída” para conceder perdão a Jair Bolsonaro e a aliados condenados. A declaração reacende o debate sobre o cenário eleitoral e a reorganização da direita para a próxima disputa presidencial.
Notícias do Brasil – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a eleição do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República em 2026 seria fundamental para conceder perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A declaração foi dada em entrevista à Fox News, divulgada neste domingo (15), durante evento realizado em Mar-a-Lago, residência de Donald Trump, na Flórida.
“Única saída” para concessão de indulto
Segundo Eduardo, a vitória de Flávio abriria caminho para a concessão de indultos presidenciais não apenas ao pai, que cumpre condenação de 27 anos e três meses de prisão, mas também a ele próprio e a cerca de 400 pessoas ligadas ao campo conservador.
O ex-parlamentar classificou as prisões como injustas e afirmou que o perdão presidencial seria a “única saída” para reverter o quadro.
Fragmentação da direita e estratégia eleitoral
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também comentou sobre o risco de fragmentação da direita no primeiro turno das eleições de 2026. Ele minimizou a possibilidade de que múltiplas candidaturas favoreçam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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De acordo com ele, independentemente do nome que avance ao segundo turno, a oposição deverá se unificar contra o atual governo.
Disputa de 2026 tem vários pré-candidatos
O cenário eleitoral para 2026 conta com outros nomes no campo da centro-direita e oposição. Entre os possíveis postulantes estão os governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Junior (PR) e Ronaldo Caiado (GO), além de Romeu Zema (Novo-MG).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também é apontado como nome relevante no tabuleiro político, apesar de declarar foco na reeleição estadual.
Além deles, o partido Missão articula a pré-candidatura de Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).
Repercussões e próximos passos
As declarações de Eduardo Bolsonaro reforçam a estratégia de parte da direita de concentrar forças em torno de um nome da família Bolsonaro para 2026. Ao mesmo tempo, o cenário permanece aberto, com articulações em andamento e disputas internas no campo conservador.
O debate sobre indulto presidencial e seus possíveis desdobramentos deve permanecer como um dos temas centrais na pré-campanha para a sucessão presidencial.
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