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Operação Dark Trader investiga grupo chinês ligado ao PCC por lavagem bilionária com eletrônicos

Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Por Jonas Souza

17/02/2026 às 18:21 - Atualizado em 15/05/2026 às 17:10

Resumo


Uma força-tarefa em São Paulo e Santa Catarina desmantelou um suposto esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 1 bilhão em apenas sete meses. A investigação aponta a atuação de uma organização chinesa associada ao PCC na venda irregular de produtos eletrônicos e na ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada.

Notícias do Brasil  – Uma ação conjunta da Polícia Civil, do Ministério Público de São Paulo e da Secretaria da Fazenda e Planejamento deflagrou, nesta quinta-feira (12), a Operação Dark Trader. O alvo é uma organização criminosa chinesa suspeita de atuar em parceria com o Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro por meio da comercialização de produtos eletrônicos.

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Leia mais: Moraes autoriza quebra de sigilo de servidores suspeitos de acessar dados de ministros

Os mandados foram cumpridos nos estados de São Paulo e Santa Catarina. A Justiça autorizou três prisões e 20 buscas e apreensões. Dois suspeitos foram detidos — um integrante da facção e uma funcionária ligada ao grupo empresarial investigado. O empresário chinês apontado como dono da empresa está fora do país.

Empresa de eletrônicos no centro das investigações

O principal foco da investigação é a empresa Knup Brasil, que atua há cerca de duas décadas no setor de eletrônicos, comercializando computadores, equipamentos de som, relógios e outros produtos.

De acordo com os investigadores, a plataforma digital da empresa era utilizada para realizar vendas normalmente. No entanto, os valores pagos pelos consumidores não eram direcionados à empresa principal, mas transferidos para contas de empresas de fachada, algumas com ligação direta ao PCC.

Além disso, o esquema incluía a emissão de notas fiscais com valores inferiores aos reais, estratégia que permitiria reduzir tributos e dificultar a fiscalização.

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Estrutura financeira sofisticada

As autoridades afirmam que o grupo utilizava uma engenharia financeira complexa para ocultar e pulverizar os recursos obtidos. O modelo funcionava da seguinte forma:

  • A venda era realizada por uma empresa principal;

  • O pagamento era redirecionado para empresas fictícias;

  • Notas fiscais frias eram emitidas por terceiros;

  • As contas atuavam como “contas-balde”, concentrando os valores;

  • Posteriormente, o dinheiro era fragmentado e redistribuído para contas de laranjas.

Segundo as investigações, contadores ligados ao grupo auxiliavam na formalização de documentos e na fragmentação dos valores, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Prisões e bens bloqueados

Durante a operação, mais de 140 agentes participaram das diligências. Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam um suspeito com antecedentes por tráfico de drogas, roubo e receptação.

Ao todo, 18 pessoas e 14 empresas são investigadas. Foram apreendidos computadores, equipamentos eletrônicos e quatro carros de luxo.

A Justiça determinou o bloqueio de 36 contas bancárias ligadas ao grupo, totalizando aproximadamente R$ 1 bilhão. Também foram sequestrados cerca de R$ 25 milhões em imóveis e veículos de alto padrão, além de aplicações financeiras.

Possível ligação estrutural com o PCC

De acordo com o delegado responsável pelo caso, há indícios de que a facção utilizava a estrutura empresarial para lavar recursos obtidos em outras atividades ilícitas. A investigação agora busca identificar se o esquema era isolado ou parte de uma cooperação mais ampla entre organizações criminosas.

As autoridades continuam apurando a extensão da rede e a eventual participação de outros envolvidos.

Outros títulos que engajam no Google:

  • Polícia investiga esquema bilionário de lavagem ligado ao PCC

  • Operação Dark Trader bloqueia R$ 1 bilhão de grupo suspeito em SP

  • Organização chinesa é alvo de ação por fraude fiscal e lavagem de dinheiro

  • Esquema com eletrônicos pode ter financiado facção criminosa

  • Justiça bloqueia contas e apreende carros de luxo em operação contra lavagem

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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