Paciente paraplégico volta para academia 15 dias após tratamento experimental com polilaminina
Pedro Rolim, que sofreu uma lesão medular, passou a apresentar movimentos voluntários nas pernas durante atividades de reabilitação.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
Um paciente diagnosticado com paraplegia e sem movimentos abaixo da lesão voltou a realizar exercícios físicos apenas 15 dias após receber a aplicação da polilaminina, substância experimental desenvolvida no Brasil e atualmente em fase 1 de estudos autorizados pela Anvisa.
Notícias do Brasil – Pedro Rolim, que sofreu uma lesão medular na altura de T12, passou a apresentar movimentos voluntários nas pernas durante atividades de reabilitação. Segundo informações divulgadas pela equipe que acompanha o caso, antes do procedimento não havia resposta motora ou sensitiva abaixo do nível da lesão.
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Imagens publicadas nas redes sociais mostram o paciente realizando exercícios em aparelhos de musculação, com acompanhamento de profissionais de saúde. O registro foi compartilhado pelo assessor Mitter Mayer, integrante do grupo de trabalho coordenado pela pesquisadora responsável pelo estudo.
O que é a polilaminina
A polilaminina é um composto desenvolvido pela bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A substância é uma versão produzida em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e envolvida na organização das conexões entre neurônios.
A proposta da terapia é estimular a regeneração de neurônios e favorecer a reconexão de circuitos lesionados na medula espinhal. O tratamento consiste na aplicação direta da substância na área da lesão.
Atualmente, as pesquisas em humanos estão na fase 1, com autorização da Anvisa, etapa destinada principalmente à avaliação de segurança.
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Acompanhamento clínico rigoroso
Por se tratar de um tratamento experimental, cada paciente é acompanhado por protocolos clínicos específicos, com exames neurológicos e avaliações funcionais periódicas.
Em alguns casos, a aplicação ocorre mediante autorização judicial, especialmente quando realizada fora de estudos formais estruturados. Especialistas destacam que fatores como tempo de lesão, nível atingido e características individuais influenciam diretamente os resultados observados.
Outros casos relatados
Pedro não é o único paciente que apresentou evolução após a aplicação da substância.
O primeiro a receber o tratamento foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que sofreu lesão medular durante uma apresentação de motocross no Espírito Santo. De acordo com relatos divulgados, ele passou a perceber sensibilidade nos membros inferiores e apresentar contrações musculares em menos de 48 horas.
Outro paciente, de 35 anos, tratado após um acidente de moto no Rio de Janeiro, apresentou movimentos discretos no pé e retorno parcial de sensibilidade nas pernas.
Também foram divulgados os casos de Bruno Drummond de Freitas, diagnosticado com tetraplegia e que voltou a andar após o procedimento, e de Diogo Barros Brollo, que apresentou movimentos no pé após ficar paraplégico.
Há ainda o acompanhamento de um jovem de 24 anos com lesão cervical grave após acidente em cachoeira, que registrou retorno de movimentos nos braços durante o processo de reabilitação.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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