Após desfile em homenagem a Lula, Senado relembra o que diz o Código Penal sobre intolerância religiosa
A publicação ocorreu dois dias após o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro.
- Foto: Reprodução
Resumo
O Senado Federal divulgou nas redes sociais um post explicando o que caracteriza o crime de intolerância religiosa no Brasil. A publicação ocorreu dois dias após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que apresentou uma ala considerada polêmica e gerou críticas de parlamentares conservadores e bancadas religiosas.
Post nas redes destaca o que diz a lei
O Senado Federal publicou, nesta quarta-feira (18/2), uma mensagem nas redes sociais detalhando situações que podem configurar crime de intolerância religiosa, conforme previsto no Código Penal.
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Na postagem, a Casa Legislativa destacou três condutas tipificadas: “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa”; “impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso”; e “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.
A publicação ocorreu dois dias após o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro.
Ala gerou críticas de parlamentares
A escola apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma das alas exibiu integrantes vestidos como latas, com rótulos estampando a imagem de uma família heterossexual acompanhada da frase “família em conserva”. A representação foi interpretada por críticos como uma provocação a setores conservadores e evangélicos.
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Após o desfile na Marquês de Sapucaí, parlamentares ligados às frentes evangélica e católica manifestaram descontentamento e classificaram a apresentação como ofensiva.
Debate entre liberdade artística e respeito religioso
A publicação do Senado não mencionou diretamente a escola ou o desfile, mas ocorreu em meio à repercussão do episódio. O tema reacendeu discussões sobre os limites entre liberdade de expressão artística e o respeito às crenças religiosas.
O caso também ganhou dimensão política, com diferentes posicionamentos entre parlamentares e lideranças partidárias.
A Acadêmicos de Niterói desfilou pela primeira vez no Grupo Especial em 2026, mas terminou a apuração em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro.
Apesar de o rebaixamento ter ocorrido por critérios técnicos avaliados pelos jurados, o desfile continuou gerando debate nas redes sociais e no meio político nos dias seguintes à apresentação.
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