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Falsa advogada presa na Operação Erga Omnes já atuou como assessora de Bi Garcia no Amazonas

Lucila Meireles Costa foi detida em Teresina durante a Operação Erga Omnes, que investiga tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e infiltração em órgãos públicos.

Por Natan AMPOST

20/02/2026 às 15:19 - Atualizado em 15/05/2026 às 10:29

Resumo 


Ex-assessora do ex-deputado estadual Bi Garcia é presa na Operação Erga Omnes, que investiga núcleo político associado ao Comando Vermelho e esquema de tráfico com movimentação de R$ 70 milhões.

Notícias policiais – A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na manhã desta sexta-feira (20), Lucila Meireles Costa, de 42 anos, na cidade de Teresina (PI), durante a deflagração da Operação Erga Omnes por ela atuar como falsa advogada em busca de obter informações judiciais sigilosas para o Comando Vermelho. A ação mira um suposto núcleo político associado a facção criminosa no Amazonas. Lucila ocupou cargo comissionado no gabinete do ex-prefeito de Parintins Bi Garcia, quando ele era deputado estadual. 

De acordo com registros do Portal da Transparência, ela foi nomeada em março de 2015 para atuar no gabinete do então parlamentar, que exercia a função de 3º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. A exoneração consta em diário oficial publicado em fevereiro de 2016.

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Além disso, a mulher também teve cargo comissionado no gabinete do vereador Rodrigo Guedes, na Câmara Municipal de Manaus, entre 2022 e maio de 2024, conforme registros do Portal da Transparência.

Leia mais: Ex-assessora de Rodrigo Guedes é presa em operação da Polícia Civil contra o ‘núcleo político’ do CV no Amazonas 


Operação investiga “núcleo político” da facção

A Operação Erga Omnes foi deflagrada para desarticular um esquema de tráfico de drogas com ramificações políticas. Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para adquirir entorpecentes na Colômbia e transportá-los até Manaus.

A Polícia Civil aponta que o esquema movimentou aproximadamente R$ 70 milhões desde 2018. Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Manaus e nas cidades de Belém (PA), Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Estreito (MA).

As autoridades investigam a atuação de pessoas com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que fariam parte do chamado “núcleo político” da organização criminosa.

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Suspeita de corromper servidores do Judiciário

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, Lucila é suspeita de corromper servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas para obter informações de processos sigilosos.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e um token de uma advogada inscrita na OAB-AM, que, segundo a investigação, estaria sendo utilizado de forma ilegal para acessar dados restritos.

“A presa já foi interrogada e encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça do Amazonas”, informou a PC-PI em nota oficial.


Esquema envolvia empresas de fachada

As investigações apontam que o grupo estruturou empresas formalmente registradas para viabilizar a compra, o transporte e a ocultação de valores oriundos do tráfico. As movimentações financeiras interestaduais reforçaram a necessidade de atuação integrada entre as polícias dos estados envolvidos.

O foco da operação é identificar todos os integrantes do núcleo político e mapear possíveis conexões institucionais que tenham facilitado a atuação do grupo criminoso.


Investigação segue em andamento

A Polícia Civil informou que a Operação Erga Omnes ainda está em curso e que novas diligências podem ocorrer nos próximos dias. O material apreendido será analisado para aprofundar as apurações e identificar outros possíveis envolvidos.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional.

Outro lado

Em nota publicada nas redes sociais,  Bi Garcia esclarece que Lucila Meireles Costa trabalhou em seu gabinete apenas em 2015, por indicação do então deputado Arthur Bisneto, tendo sido exonerada em janeiro de 2016 após 11 meses no cargo. Afirma que, desde então, não manteve qualquer contato ou vínculo com ela, nega envolvimento com a mesma.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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