Líder do CV que usava igreja evangélica como fachada para o tráfico foge da polícia após se tornar alvo da Operação Erga Omnes
Esquema envolvia igrejas, empresas de fachada e movimentações financeiras milionárias no Amazonas e em outros estados.

Foto: Reprodução
Resumo
Apontado como liderança do tráfico ligada ao Comando Vermelho, Allan Kleber Bezerra Lima está foragido após uma operação policial que revelou o uso de igrejas evangélicas como esconderijo de drogas e apoio logístico ao crime. A investigação aponta um esquema estruturado de tráfico em larga escala, lavagem de dinheiro e possível envolvimento de agentes públicos, com movimentações financeiras milionárias e atuação em diferentes estados do país.
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Allan Kleber Bezerra Lima, apontado pela polícia como líder do Comando Vermelho no Amazonas, está foragido. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20/02) pelo delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia. Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como evangélico e frequentava uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, na zona Leste de Manaus, estratégia usada para despistar a atuação policial.
Uso de templos religiosos no esquema criminoso
A polícia apura que igrejas evangélicas eram utilizadas como pontos de apoio pelo grupo criminoso. Em uma das ocorrências, Allan teria escondido drogas dentro de um templo religioso. Outro alvo da operação também morava em uma igreja, reforçando a suspeita de que os locais eram usados como camuflagem para as atividades ilegais.
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Fuga em São Paulo e prisão da esposa
De acordo com o delegado, Allan conseguiu fugir por volta das 3h da manhã do endereço onde estava, em São Paulo. Durante o cumprimento das ordens judiciais, a esposa do investigado foi presa. Ela é apontada como responsável por empresas usadas para movimentar dinheiro do esquema.
Tráfico estruturado e apreensões milionárias
As apurações começaram após uma ação da Polícia Militar no Centro de Manaus, quando criminosos foram flagrados transferindo drogas entre embarcações e um veículo. Houve troca de tiros e a polícia apreendeu 523 tabletes de skunk, sete fuzis, duas lanchas e um carro. Um suspeito foi preso e revelou ligações diretas com Allan.
Lavagem de dinheiro e envolvimento de agentes públicos
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam movimentações de cerca de R$ 73 milhões em transações atípicas. As drogas saíam de Tabatinga e eram distribuídas para outros estados, incluindo o Pará. A investigação também indica possível participação de servidores e ex-servidores públicos de diferentes poderes e órgãos de segurança.
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