Justiça manda excluir post que vinculava Flávio Bolsonaro ao Caso Master
O magistrado determinou ainda que o Facebook suspenda o link, incluindo comentários e compartilhamentos vinculados ao conteúdo.
- Reprodução / Redes Sociais
Resumo
A Justiça do Distrito Federal determinou a remoção de uma postagem que ligava falsamente o senador Flávio Bolsonaro ao Caso Master. O autor tem 48 horas para excluir o conteúdo, sob pena de multa.
Notícias do Brasil – A Justiça do Distrito Federal determinou a remoção de uma postagem nas redes sociais que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao escândalo envolvendo o Banco Master. A decisão foi proferida pela 16ª Vara Cível de Brasília.
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O alvo da ordem judicial é Vinicius Moura Silva, responsável por divulgar o conteúdo considerado falso. Segundo o processo, a publicação afirmava, sem comprovação, que o Supremo Tribunal Federal teria expedido mandado de prisão contra o parlamentar.
Conteúdo imputava crimes ao senador
Além da suposta ordem de prisão, a postagem atribuía indevidamente a Flávio participação em esquema de lavagem de dinheiro e em práticas de “rachadinha” relacionadas ao Caso Master.
O autor também sugeria a existência de um esquema bilionário envolvendo uma fintech ligada à Igreja Lagoinha, hipótese que não aparece comprovada nas investigações.
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Prazo de 48 horas e multa
A decisão, assinada pelo juiz Cleber de Andrade Pinto, fixou prazo de 48 horas para que o responsável remova a publicação. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária.
O magistrado determinou ainda que o Facebook suspenda o link, incluindo comentários e compartilhamentos vinculados ao conteúdo.
Juiz aponta ausência de provas
Na decisão, o juiz afirmou que a análise inicial dos documentos mostra divulgação de informações sem base fática ou probatória.
Segundo o magistrado, houve tentativa de associar o senador a fatos que estão sob investigação em outras esferas, alguns protegidos por sigilo, criando uma mistura de acusações sem conexão.
Outras figuras públicas citadas
O juiz também observou que a postagem atingia indiretamente outras autoridades, entre elas o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Para o magistrado, o conjunto do material indica intenção de disseminar conteúdo difamatório com possível objetivo de ganho político, e não de realizar crítica legítima ou jornalismo investigativo.
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