Presidente da Unafisco Kleber Cabral é intimado por Moraes após questionar operação contra auditores
A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O documento de intimação cita trechos de entrevistas concedidas por Cabral.
- Foto: Reprodução / GloboNews
Resumo
O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento por ordem do ministro Alexandre de Moraes após críticas públicas à operação contra auditores da Receita Federal suspeitos de vazamento de dados de ministros do STF.
Notícias do Brasil – O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kleber Cabral, foi intimado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos após declarações críticas sobre a operação que investiga auditores por suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal.
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A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O documento de intimação cita trechos de entrevistas concedidas por Cabral na quarta-feira.
Frases destacadas na intimação
Entre as declarações mencionadas estão afirmações de que haveria uma mensagem de intimidação e a comparação de risco entre fiscalizar integrantes do crime organizado e autoridades da República.
Na fala completa exibida em entrevista à GloboNews, Cabral afirmou que seria “menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República hoje”. O trecho final da frase, no entanto, não aparece integralmente no documento da PF.
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Situação processual ainda não esclarecida
A intimação não detalha a qual procedimento a oitiva está vinculada. Também não foi informado se Cabral prestará depoimento na condição de testemunha ou investigado.
O caso ocorre após operação da Polícia Federal que teve como alvo auditores da Receita Federal sob suspeita de acesso ou vazamento indevido de informações sigilosas relacionadas a ministros do STF.
Nota anterior da entidade
No dia da operação, a Unafisco já havia divulgado posicionamento público criticando a condução das medidas.
A entidade afirmou ver precipitação por parte do Supremo em situações desse tipo e declarou que não seria a primeira vez em que afastamentos e restrições ocorreriam antes da conclusão técnica dos fatos.
A associação também levantou a hipótese de que a categoria estaria sendo utilizada como “bode expiatório” em meio a crises políticas e institucionais.
Procurada, a Unafisco informou que não se manifestará neste momento. A assessoria do STF também não havia se pronunciado até a última atualização sobre a determinação de oitiva.
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