Ministro Dias Toffoli é suspeito de corrupção passiva no caso Master, diz relatório da PF
Apesar das suspeitas registradas pelos investigadores, Toffoli não é formalmente alvo de investigação até o momento.
- Foto: STF
Resumo
Relatório da Polícia Federal aponta suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli em investigação sobre fraudes no Banco Master. O magistrado nega irregularidades e afirma que o caso já foi esclarecido.
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Notícias do Brasil – Agentes da Polícia Federal identificaram indícios que levantam suspeita de possível prática de corrupção passiva envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações sobre fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Apesar das suspeitas registradas pelos investigadores, Toffoli não é formalmente alvo de investigação até o momento.
Possíveis novas diligências
De acordo com a reportagem, a Polícia Federal pretende solicitar ao STF a quebra de sigilo do fundo Marítimo, que teria ligação com familiares do ministro. A medida buscaria aprofundar a apuração financeira.
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Os investigadores também avaliam pedir novas diligências para rastrear o fluxo de recursos do banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo é esclarecer menções a supostos pagamentos a Toffoli que apareceriam em conversas extraídas de celulares do empresário.
Relatório foi enviado ao STF
As suspeitas constam em um relatório de aproximadamente 200 páginas encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento reúne elementos coletados ao longo da investigação sobre o esquema envolvendo o Banco Master.
Segundo a emissora, integrantes da PF avaliam que o novo relator do caso na Corte, André Mendonça, poderá dar andamento às apurações.
O que diz Toffoli
O ministro tem negado repetidamente qualquer irregularidade. Após a conclusão do relatório da PF, ele reconheceu ter sido sócio do grupo Marítimo — citado nas investigações — mas manteve a negativa de envolvimento em ilícitos.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (20), o gabinete do ministro afirmou que ele “jamais integrou qualquer fundo de investimento” e que todos os questionamentos feitos pela Polícia Federal ao STF foram respondidos no âmbito da AS 244.
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