Defesa de Anabela Freitas denuncia vazamento seletivo e restrição de acesso à investigação; vídeo
Advogado afirma que equipe jurídica está “às cegas” enquanto trechos do inquérito circulam na imprensa.
- Advogado San Barbosa. – Foto: Divulgação
Resumo
Defesa de Anabela Freitas denuncia vazamento seletivo e cerceamento de defesa durante investigação da Operação Erga Omnes e pede revogação da prisão preventiva.
Notícias policiais – A defesa da policial civil Anabela Freitas afirmou, em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira, que há cerceamento de defesa e possível vazamento seletivo de informações no âmbito da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Policia Civil do Amazonas.
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O advogado San Barbosa criticou a condução do inquérito e declarou que a equipe jurídica tem tido acesso restrito aos autos, enquanto partes da investigação já teriam sido divulgadas em veículos de comunicação. Segundo ele, essa assimetria compromete o direito ao contraditório e à ampla defesa.
“Estamos sendo impedidos de ter acesso integral aos elementos da investigação, mas, ao mesmo tempo, trechos sigilosos aparecem na imprensa. Isso caracteriza vazamento seletivo e prejudica a imagem da servidora antes mesmo de qualquer julgamento”, afirmou.
Anabela é investigada na operação que apura a existência de um suposto “núcleo político” ligado à facção Comando Vermelho, com suspeitas de favorecimento ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Defesa questiona prisão preventiva
Outro ponto central da manifestação foi a crítica à manutenção da prisão preventiva. San Barbosa argumentou que a medida é extrema e que, no caso da policial, não estariam presentes os requisitos previstos no Código de Processo Penal.
“O entendimento da defesa é que não há elementos concretos que justifiquem a prisão. Ela possui residência fixa, vínculo profissional e sempre esteve à disposição das autoridades”, declarou.
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O advogado também sustentou que não existem provas robustas que vinculem diretamente Anabela aos crimes investigados, afirmando que parte das acusações decorre de interpretações equivocadas de situações relacionadas ao exercício profissional.
Alegações de uso político e próximos passos
Durante a coletiva, a defesa também sugeriu que o caso estaria sendo instrumentalizado politicamente, sobretudo por ocorrer em ano pré-eleitoral. Segundo o advogado, a concentração das atenções sobre a servidora pública, enquanto supostos líderes da organização criminosa permanecem foragidos, levanta questionamentos sobre o foco da investigação.
Até o momento, as autoridades responsáveis pelo inquérito não se manifestaram sobre as alegações de restrição de acesso aos autos ou sobre possível vazamento de informações.
A defesa informou que já ingressou com pedidos de habeas corpus e de revogação da prisão preventiva, com o objetivo de garantir que Anabela Freitas responda ao processo em liberdade. “Estamos confiantes de que a Justiça restabelecerá o devido processo legal e a presunção de inocência”, concluiu San Barbosa.
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