Operação Negócio Turvo desarticula grupo suspeito de aplicar mais de R$ 75 milhões em golpes em Manaus
Polícia Civil cumpre oito mandados de prisão e 12 de busca em ação integrada no AM e no RJ.

(Foto: Divulgação)
Resumo
Operação Negócio Turvo prende oito suspeitos de integrar organização criminosa que teria aplicado golpes superiores a R$ 75 milhões no Amazonas.
Notícias policiais – Foi deflagrada nesta terça-feira (24/02) a Operação Negócio Turvo, que resultou no cumprimento de oito mandados de prisão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos.
Foram presos Adrião Severiano Nunes Junior, Bruno Muniz Rodrigues, Carla Castro da Silva, Gabriel Azevedo da Fonseca, João Pedro Guimarães de Araújo, Raquel Souza da Silva, Tayana Graça da Silva Ale e Tony Philip Ferreira da Silva. Três investigados seguem foragidos: Anderson Ricardo Lima dos Santos, Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos.
A operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), contou com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), do Núcleo de Recuperação de Ativos (Nurati), do Departamento de Inteligência da Polícia Judiciária (DIPJ), de DIPs da capital e da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ).
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Esquema teria movimentado R$ 75 milhões
Em coletiva de imprensa, o delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, afirmou que a investigação identificou uma estrutura criminosa sofisticada, com divisão clara de funções.
“Trata-se de uma investigação que identificou núcleos diretivos e executores responsáveis pela lavagem de dinheiro, integrantes de uma sofisticada organização criminosa voltada à prática de crimes de estelionato, lavagem de capitais, falsidade ideológica e delitos contra o sistema financeiro, que movimentou mais de R$ 75 milhões oriundos de golpes aplicados contra diversas vítimas”, declarou.
Segundo o delegado Leonardo Marinho, titular do 25º DIP, o esquema teve início a partir de boletins de ocorrência registrados em delegacias da capital.
“A empresa prometia ganhos vultosos de forma fraudulenta a vítimas, como servidores públicos, utilizando dados do Portal da Transparência para induzi-las à contratação de empréstimos bancários. Os valores eram rapidamente transferidos para contas controladas pela organização criminosa, sendo firmados contratos de cessão de crédito com o objetivo de dar aparência de legalidade às operações”, explicou.
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Promessas de lucro e colapso do sistema
De acordo com as investigações, os clientes eram atraídos com promessa de retorno financeiro garantido. Parte dos valores era paga inicialmente para reforçar a credibilidade do esquema. No entanto, após as primeiras parcelas, os repasses eram interrompidos.
A polícia também identificou que alguns investigados já haviam atuado em outro esquema semelhante, caracterizado como pirâmide financeira, utilizando método parecido para captação de vítimas.
“Foram realizadas diversas análises de vínculos entre os investigados, o que permitiu identificar que a organização era totalmente estruturada, com membros diretivos e sócios da empresa, Bruno e João, ambos já presos, contando ainda com o apoio de Anderson”, detalhou o delegado.
O núcleo operacional era composto por Carla, Tayana, Raquel e Emanuelle, enquanto o grupo responsável pela lavagem de dinheiro incluía Adrião, Carlos, Gabriel e Tony.
Apreensões e diligências
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão domiciliar e três empresariais, incluindo um no estado do Rio de Janeiro.
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Em Manaus, 32 veículos foram apreendidos — 28 carros e quatro motocicletas — além de uma arma de fogo, munições, documentos, notebooks, pendrives e discos rígidos.
As diligências também ocorreram em condomínio no bairro Parque 10 de Novembro, na zona centro-sul da capital. Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia Geral para análise.
Investigação continua
Os investigados responderão por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos.
A Polícia Civil solicita informações sobre o paradeiro dos foragidos pelos números (92) 3667-7625, 197, (92) 3667-7575 ou 181. O sigilo do denunciante é garantido.
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As investigações seguem para identificar possíveis novas vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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