Ex-prefeito, Glênio Seixas vira alvo do MP por suspeita de campanha eleitoral antecipada em competição de futebol em Barreirinha
Investigação apura compra de material esportivo que estampava nome de pré-candidato a deputado estadual, em torneio associado à prefeitura.
- Foto: Divulgação
Resumo
O Ministério Público do Amazonas instaurou inquérito civil para apurar possível promoção pessoal do ex-prefeito Glênio Seixas, atualmente apontado como pré-candidato a deputado estadual, e uso indevido de recursos públicos na realização da Copa Melina Seixas, em Barreirinha.
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na realização da Copa Melina Seixas, evento esportivo ocorrido no município de Barreirinha. A apuração investiga supostos atos de improbidade administrativa, promoção pessoal e eventual propaganda eleitoral antecipada. O procedimento também analisa possível uso indevido da estrutura e de recursos públicos para beneficiar o ex-prefeito Glênio Seixas, atualmente apontado como pré-candidato a deputado estadual.
A medida foi determinada pela promotora de Justiça Anne Caroline Amaral de Lima, titular da comarca, a partir de denúncia apresentada pelo vereador Juninho Carneiro (Podemos). O caso foi convertido no Procedimento Preparatório nº 268.2025.000069.
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Confira Barreirinha-MP-AM
Uniformes com nome do ex-prefeito levantaram suspeitas
De acordo com a portaria que instaurou o inquérito, as supostas irregularidades teriam ocorrido em 2025, durante a realização da competição de futebol feminino.
O documento destaca que o evento contou com apoio institucional da Prefeitura de Barreirinha e da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel). Além disso, uniformes e materiais esportivos distribuídos às equipes participantes exibiam, em destaque, a inscrição “Amigo Glênio Seixas”.
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Para o Ministério Público, a personalização pode caracterizar promoção pessoal de agente politicamente exposto, especialmente em contexto pré-eleitoral.
Município apresentou justificativa
Ao ser questionada sobre a existência de processo administrativo, recursos utilizados, notas fiscais e eventual procedimento licitatório para aquisição dos materiais esportivos, a prefeitura informou que o evento teria sido promovido por uma instituição privada: a Liga Desportiva de Barreirinha (LDB).
No entanto, segundo a promotoria, não foram apresentados documentos que comprovassem a ausência de participação do município.
O MPAM ressaltou que constam nos autos registros e materiais publicitários oficiais da prefeitura indicando que o poder público teria entregue equipamentos esportivos às equipes participantes da Copa Melina Seixas.
Essa divulgação institucional levanta suspeita de possível participação material do município e eventual uso de recursos públicos na aquisição e distribuição dos itens.
Requisição de documentos e informações
Para aprofundar a investigação, a Promotoria determinou o envio, em até 15 dias úteis, de uma série de documentos, entre eles:
processo administrativo da Copa Melina Seixas (se existente);
procedimento licitatório ou contratação dos uniformes;
notas fiscais, empenhos e comprovantes de pagamento;
identificação da dotação orçamentária utilizada;
lista dos materiais entregues às equipes;
nomes dos agentes públicos envolvidos;
esclarecimentos sobre quem autorizou a arte com a frase investigada.
Também foi solicitado que a Liga Desportiva de Barreirinha apresente documentos sobre a organização e o custeio do evento.
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Liga Desportiva também é alvo de requisição
A LDB foi notificada a prestar esclarecimentos sobre a organização e o custeio do evento, incluindo relação de patrocinadores e apoiadores.
O Ministério Público quer identificar quem autorizou a personalização dos uniformes e materiais com menção ao ex-prefeito, bem como a origem dos recursos empregados na produção.
Próximos passos da investigação
O inquérito civil busca reunir elementos que confirmem ou afastem a ocorrência de improbidade administrativa e propaganda eleitoral antecipada.
Caso sejam identificadas irregularidades, o MP poderá propor ação civil pública, recomendar ajustes administrativos ou encaminhar o caso à Justiça Eleitoral, dependendo do enquadramento jurídico.
A apuração segue em fase inicial e ainda não há conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.
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