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- Foto: STF
Resumo
O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a quebra de sigilos da empresa Maridt, ligada à família de Dias Toffoli. A decisão atende a pedido da própria companhia e aponta que a CPI do Crime Organizado extrapolou sua função ao aprovar a medida.
Notícias do Brasil – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (27) a suspensão da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli.
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A medida havia sido aprovada nesta semana pela CPI do Crime Organizado. Segundo Gilmar, a decisão do colegiado ultrapassou os limites da investigação.
Críticas à atuação da CPI
Na decisão, o ministro afirmou que a comissão “desnaturou sua função constitucional” ao avançar sobre fatos que, segundo ele, não têm conexão direta com o objeto da CPI.
Para Gilmar Mendes, a quebra de sigilos — por restringir direitos fundamentais — exige fundamentação concreta, o que, na avaliação dele, não ocorreu no caso analisado.
Relação com investigação do Banco Master
A empresa Maridt é citada como possível elo entre a família de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao extinto Banco Master.
De acordo com as investigações mencionadas na CPI, a companhia teria negociado participações no resort Tayayá com fundos vinculados ao banco. Toffoli nega qualquer irregularidade e afirma não ter recebido valores de Vorcaro ou de pessoas relacionadas ao caso.
Ordem para barrar envio de dados
Além de suspender a quebra de sigilos, Gilmar determinou que órgãos públicos e empresas não encaminhem informações da Maridt à CPI.
Ele também ordenou que eventuais dados já enviados sejam imediatamente inutilizados, sob pena de responsabilização.
Fundamentação considerada insuficiente
O ministro ainda classificou os requerimentos da comissão como baseados em “conjecturas” e com “ausência de fundamentação válida”.
Segundo Gilmar, não foi demonstrado de forma concreta como a investigação da empresa contribuiria para esclarecer a atuação de facções criminosas e milícias — objetivo que motivou a criação da CPI.
A decisão reforça o embate institucional em torno dos limites de atuação das comissões parlamentares de inquérito e pode gerar novos desdobramentos no Senado.