Permanência de Wilson Lima frustra articulação da OAB-AM no Quinto Constitucional
Com o chamado “fico” de Wilson Lima, a estratégia perdeu força e a entidade deverá retomar o procedimento interrompido no fim de 2025.
- Foto: Divulgação
Resumo
A decisão do governador Wilson Lima de permanecer no cargo frustrou uma articulação nos bastidores da OAB-AM para adiar a escolha do novo desembargador do TJ-AM. Com isso, a entidade terá que retomar o processo do Quinto Constitucional sob a responsabilidade do atual governador.
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Notícias de Política – A confirmação de que o governador Wilson Lima permanecerá no cargo e não disputará vaga ao Senado mudou o cenário da disputa pelo cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) destinada à advocacia. A movimentação interna da Ordem dos Advogados do Brasil no estado buscava adiar o processo justamente para retirar do atual chefe do Executivo o poder de nomeação.
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Com o chamado “fico” de Wilson Lima, a estratégia perdeu força e a entidade deverá retomar o procedimento interrompido no fim de 2025.
Bastidores apontavam espera por Tadeu de Souza
Nos bastidores, dirigentes da OAB articulavam aguardar a eventual posse do vice-governador Tadeu de Souza para avançar com a escolha. A avaliação interna era de que o cenário poderia ser mais favorável à entidade.
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Entre os nomes mencionados nas conversas estava o do advogado Marco Aurélio Choy, ex-presidente da OAB-AM, que figurava como possível beneficiado pela articulação.
Adiamento do Quinto Constitucional fortaleceu tensão
O tema ganhou maior repercussão após a direção nacional da Ordem decidir adiar por tempo indeterminado o processo do Quinto Constitucional poucos dias antes da eleição prevista para dezembro de 2025.
No Amazonas, o presidente da seccional, Jean Cleuter, manifestou-se contra o adiamento. Apesar da posição local, prevaleceu o entendimento da direção nacional.
Processo terá que ser retomado
Com o cenário definido, a OAB-AM deverá reabrir o processo de escolha que estava suspenso desde 15 de dezembro de 2025. Pela regra constitucional, caberá ao governador em exercício fazer a nomeação do novo desembargador.
Na prática, a entidade terá duas opções: retomar o trâmite sob a gestão de Wilson Lima ou aguardar a mudança de governo, o que só ocorreria com a posse do próximo chefe do Executivo estadual em janeiro de 2027.
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