Após morte de Ali Khamenei, filho do líder desponta como herdeiro do poder no Irã
Morte do líder supremo coloca Mojtaba Khamenei no centro de disputa que pode endurecer ainda mais o regime.
- Mojtaba Khamenei, filho do defunto líder supremo, Ali Khamenei, eleito como seu sucessor | Foto: Tehran Times
Resumo
Após a morte de Ali Khamenei em ataque atribuído aos Estados Unidos, sucessão no Irã entra no centro da tensão global. Filho do líder, Mojtaba Khamenei desponta como favorito ao posto mais alto do regime.
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Notícias do mundo – A sucessão no Irã tornou-se o principal foco de atenção internacional após a morte de Ali Khamenei, líder supremo do país, em um ataque atribuído aos Estados Unidos. O nome de seu filho, Mojtaba Khamenei, surge como o mais cotado para assumir o posto máximo da teocracia iraniana.
Segundo a imprensa internacional, Mojtaba não estava em Teerã no momento do ataque, ocorrido no último sábado (28). Embora o sistema político iraniano determine que a escolha do novo líder supremo seja feita pela Assembleia dos Especialistas, o filho de Khamenei já exercia influência significativa nos bastidores do poder, especialmente junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Figura discreta e raramente vista em público, Mojtaba construiu sua força política longe dos holofotes, operando internamente no Beit-e Rahbari, o gabinete do líder supremo. Há décadas é descrito como uma das figuras mais enigmáticas e estratégicas da República Islâmica.
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Linha dura pode se intensificar
Considerado ultraconservador, Mojtaba é visto como ainda mais inflexível que o pai em relação ao Ocidente. Caso confirmado no cargo, sua liderança pode significar a manutenção de uma postura hostil em relação aos Estados Unidos e a Israel, especialmente após o ataque que matou o líder supremo.
Analistas internacionais apontam três possíveis direções sob seu comando: continuidade do programa nuclear com foco em soberania militar e tecnológica, fortalecimento da chamada economia de resistência — com menor abertura ao mercado externo — e maior consolidação do poder das forças ideológicas e militares do regime.
A eventual sucessão hereditária também gera debate interno, pois contrasta com os princípios da Revolução Islâmica de 1979, que criticava o modelo monárquico do antigo Xá.
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O cenário permanece de elevada tensão no Oriente Médio, enquanto o conselho religioso responsável pela escolha avalia os próximos passos que definirão o futuro político da nação iraniana.
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