Homem é condenado a 26 anos de prisão por matar companheira no Dia das Mães no interior do Amazonas
Crime ocorreu em 2023, em Tefé, e foi presenciado por duas crianças pequenas, filhas da vítima.
- Foto: ChatGpt
Resumo
Homem foi condenado a 26 anos de prisão por feminicídio em Tefé, no Amazonas. O crime ocorreu no Dia das Mães de 2023 e foi presenciado por duas crianças, filhas da vítima.
A Justiça do Amazonas condenou um homem a 26 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato de sua ex-companheira no município de Tefé, no interior do estado. A sentença foi proferida na quarta-feira (4) pela 1ª Vara da Comarca de Tefé, após julgamento realizado no Tribunal do Júri.
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A decisão foi assinada pelo juiz Mateus Guedes Rios, que conduziu o processo no Fórum de Justiça Desembargador Fábio Antonio do Couto Valle.
O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado, incluindo feminicídio, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Crime ocorreu em maio de 2023
O assassinato aconteceu em maio de 2023, quando o homem atacou a ex-companheira com diversos golpes de faca, provocando a morte da vítima.
De acordo com informações do Ministério Público do Amazonas, o crime foi cometido no Dia das Mães, circunstância que também chamou atenção durante o julgamento.
A vítima era mãe de seis filhos e teve a vida interrompida de forma violenta dentro do contexto de violência doméstica.
Crianças presenciaram o crime
Um dos pontos considerados agravantes no julgamento foi o fato de que o homicídio ocorreu diante de duas crianças, de 3 e 4 anos de idade, filhas da vítima.
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Segundo depoimentos apresentados durante o processo, as crianças presenciaram o momento em que a mãe foi atacada.
Além do trauma psicológico causado pela situação, o caso deixou as duas crianças sem os cuidados maternos, passando a depender do apoio de familiares para proteção e sustento.
Esses fatores foram levados em consideração pelos jurados na definição da pena aplicada ao réu.
Ministério Público destacou gravidade do crime
O caso foi conduzido no Tribunal do Júri com atuação do promotor de Justiça Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, que destacou a gravidade do crime durante o processo.
Segundo o representante do Ministério Público, o homem matou a ex-companheira utilizando violência extrema e sem oferecer qualquer possibilidade de defesa à vítima.
“O Ministério Público denunciou o réu por homicídio qualificado por motivo fútil, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio. Todas as teses apresentadas foram acolhidas pelos jurados”, explicou o promotor.
Com a decisão do Tribunal do Júri, o homem foi condenado a 26 anos de prisão, devendo iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
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