Polícia aponta vizinha como mandante da morte de professor da UFAM em Manaus
Investigação indica que crime foi planejado após desentendimento envolvendo um bar no ramal onde a vítima morava

FOTO: Divulgação/PC-AM
Resumo:
Investigações apontam que a morte do professor da Ufam, Davi Said Aidar, foi encomendada por uma vizinha após um desentendimento. A Polícia Civil prendeu quatro suspeitos e segue à procura da mandante do crime.
Notícias de Polícia – A investigação sobre o assassinato do professor Davi Said Aidar, morto a tiros em fevereiro deste ano, aponta que o crime teria sido encomendado por sua vizinha Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, a mulher é considerada a principal suspeita de ter planejado a execução do professor, ocorrida em um bar localizado no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, na zona norte de Manaus.
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Segundo as investigações, a motivação do crime estaria relacionada a um desentendimento entre a suspeita e a vítima.
A polícia afirma que Juliana teria articulado toda a ação criminosa, buscando pessoas para executar o professor.
Leia também: Vídeo mostra execução de professor da UFAM com 14 tiros na AM-010; assista
Suspeita teria acionado sobrinho para organizar execução
Conforme apuração policial, Juliana teria pedido ao sobrinho Lucas Santos de Freitas, de 31 anos, que reunisse pessoas para realizar o assassinato.
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Lucas, conhecido pelos apelidos “Lucão” e “Magrão”, teria assumido o papel de organizar o grupo responsável pela execução.
“Trata-se de um grupo que agiu de forma premeditada, com divisão de tarefas e liderança definida. A mandante é a própria vizinha da vítima”, afirmou o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
A polícia aponta que ele recrutou três homens para realizar o ataque que terminou com a morte do professor.
Entre os envolvidos estariam o executor responsável pelos disparos, além de comparsas que deram suporte logístico e conduziram a motocicleta utilizada na ação criminosa.
Lucas foi preso no dia 25 de fevereiro durante abordagem policial no bairro Monte das Oliveiras, na zona norte da capital.
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Rixa teria começado por causa de bar
Conforme a polícia, Juliana possuía um bar no ramal onde o professor morava. Após a chegada da vítima à comunidade, ela teria percebido queda nas vendas e passou a nutrir desentendimentos com o professor.
O delegado Adanor Porto explicou que o conflito evoluiu para ameaças e discussões frequentes entre os dois.
“Ela mantinha uma relação conturbada com a vítima e com outros moradores. Em determinado momento, chamou o sobrinho e determinou que ele matasse o professor”, relatou o delegado.
Crime foi planejado dias antes
Segundo a investigação, três dias antes do assassinato, Lucas e um dos executores foram até o local para observar a rotina da vítima e identificar o melhor momento para realizar o ataque.
No dia do crime, homens encapuzados chegaram ao bar em motocicletas e efetuaram vários disparos contra o professor, que morreu no local.
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A polícia aponta Antonio Carlos Pinheiro Meireles, conhecido como “TK”, como o autor dos disparos. Outros dois suspeitos, Rafael Fernando de Paula Bahia e Emerson Sevalho de Souza, teriam auxiliado na fuga e no suporte à ação criminosa.
Dívidas teriam sido usadas para recrutar participantes
As investigações indicam que o organizador do crime utilizou dívidas para convencer algumas pessoas a participar da execução.
Um dos envolvidos devia R$ 150, outro tinha uma dívida de R$ 10 mil relacionada a um veículo, enquanto outro participante devia R$ 200. Em alguns casos, houve promessa de pagamento ou perdão das dívidas.

FOTO: Divulgação/PC-AM
Prisões ocorreram em diferentes bairros
As prisões dos suspeitos ocorreram entre os dias 25 de fevereiro e 4 de março em bairros das zonas Norte e Leste de Manaus.
Com os executores e o organizador do crime já presos, as autoridades seguem em busca da suspeita apontada como mandante para concluir a investigação.
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