“Virou criadouro de dengue”: líder conservador detona obra abandonada da Cidade Universitária prometida por Omar Aziz
Projeto abandonado virou alvo de críticas após anos de obras paradas, gastos milionários e apontamentos de irregularidades.
- Foto: Reprodução
Resumo
Líder do Movimento Conservador do Amazonas criticou o abandono da Cidade Universitária e voltou a associar o projeto às investigações da Operação Maus Caminhos. Complexo educacional anunciado em 2012 nunca foi concluído, apesar de milhões investidos.
Notícias de política – O estado de abandono da chamada Cidade Universitária voltou ao centro do debate político no Amazonas após críticas feitas pelo líder do Movimento Conservador do estado. Durante declaração pública, ele afirmou que a área apresenta sinais de degradação e ironizou discursos que, segundo ele, tentam minimizar os impactos relacionados às investigações da Operação Maus Caminhos.
Durante a fala, o líder político apontou estruturas deterioradas e afirmou que o local apresenta riscos sanitários. Ao comentar a situação, ele mencionou a presença de possíveis focos para proliferação do mosquito transmissor da Dengue, criticando o cenário encontrado na área.
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As declarações reacenderam discussões sobre o destino do empreendimento e os investimentos públicos realizados no projeto ao longo dos últimos anos.
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Projeto previa complexo educacional
A Cidade Universitária foi anunciada em 2012 durante o governo de Omar Aziz como um grande polo educacional para o estado.
A proposta previa a criação de um complexo que reuniria unidades da Universidade do Estado do Amazonas, além de laboratórios, centros de pesquisa e moradias destinadas a estudantes.
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Na época do lançamento, o projeto foi apresentado como uma iniciativa estratégica para ampliar a infraestrutura de ensino superior no Amazonas e fortalecer a produção científica no estado.
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O investimento inicial previsto para a construção da estrutura era de aproximadamente R$ 300 milhões.
Obras não foram concluídas
Apesar das expectativas criadas em torno da iniciativa, o empreendimento nunca chegou a ser finalizado.
Levantamentos realizados ao longo dos anos indicam que entre R$ 100 milhões e R$ 124 milhões em recursos públicos foram utilizados no projeto, sem que nenhuma estrutura plenamente funcional tenha sido entregue à população.
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Com o passar do tempo, as obras foram interrompidas e a área passou a apresentar construções inacabadas e sinais de abandono.
O que inicialmente seria um grande centro universitário acabou se transformando em um conjunto de estruturas parcialmente erguidas e sem utilização.
Órgãos de controle apontaram irregularidades
A obra também entrou na mira de órgãos de fiscalização. O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas realizou análises sobre o empreendimento e identificou falhas consideradas graves na execução do projeto.
Entre os problemas apontados estão indícios de superfaturamento em contratos relacionados à construção da Cidade Universitária.
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Em decisões relacionadas ao caso, o tribunal determinou a devolução de mais de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos, valores ligados a irregularidades detectadas durante auditorias.
Debate sobre o futuro da área continua
Com as obras paralisadas há anos, o futuro da Cidade Universitária permanece indefinido.
Especialistas e representantes da sociedade civil frequentemente questionam a destinação da área e defendem soluções que permitam a utilização das estruturas já existentes.
Enquanto isso, o local segue sendo citado em debates políticos como exemplo de projeto público que não atingiu os objetivos originalmente apresentados.
As recentes críticas reforçam a pressão por esclarecimentos sobre os recursos investidos e sobre possíveis medidas para evitar que o espaço continue sem uso.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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