PF apura tentativa de suicídio de investigado ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro
Segundo informações divulgadas pela corporação, o caso ocorreu na tarde de quarta-feira (4), dentro da Superintendência Regional da PF.
- Foto: Reprodução / Metrópoles
Resumo
A Polícia Federal abriu investigação para apurar as circunstâncias de uma suposta tentativa de suicídio envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado na Operação Compliance Zero. Preso na quarta-feira (4), ele é apontado como integrante de um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Após o episódio ocorrido na sede da PF em Minas Gerais, Mourão foi socorrido e levado ao hospital.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal apura as circunstâncias de um episódio envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Segundo informações divulgadas pela corporação, o caso ocorreu na tarde de quarta-feira (4), dentro da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Após a prisão, Mourão teria atentado contra a própria vida.
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Agentes que estavam no local prestaram socorro imediato e iniciaram procedimentos de reanimação enquanto acionavam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O investigado foi encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Fontes ligadas à investigação indicaram que ele teria entrado em protocolo médico relacionado a morte encefálica, mas a Polícia Federal informou posteriormente que não confirma oficialmente essa informação.
Caso foi comunicado ao STF
Após o ocorrido, os agentes reuniram os registros e documentos relacionados ao episódio e enviaram o material ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria do caso.
A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, monitoramento ilegal e tentativa de interferência em investigações.
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Veículo blindado avaliado em R$ 700 mil é apreendido
No mesmo dia da prisão, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu um veículo de luxo ligado ao investigado.
O utilitário, uma Land Rover Range Rover blindada avaliada em mais de R$ 700 mil, foi abordado na BR-381, no município de Pouso Alegre, em Minas Gerais.
No momento da fiscalização, um casal ocupava o veículo e afirmou que o carro pertencia a um amigo. Após consulta nos sistemas, os policiais constataram que o automóvel estava registrado em nome de Mourão e possuía restrição de circulação determinada pela Justiça.
O veículo foi apreendido e colocado à disposição das autoridades.
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Investigação aponta atuação em suposta milícia privada
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Mourão teria papel estratégico em uma estrutura ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Ele seria responsável por coordenar atividades de vigilância, levantamento de informações e acompanhamento de pessoas consideradas adversárias ou críticas ao empresário.
Mensagens analisadas pelos investigadores indicam a existência de um grupo informal chamado “A Turma”, que reuniria integrantes com experiência na área de segurança e que atuariam em ações de monitoramento.
Estrutura teria financiamento milionário
Segundo os investigadores, o grupo teria um financiamento mensal que poderia chegar a cerca de R$ 1 milhão, utilizado para custear operações de monitoramento e remunerar integrantes.
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Os recursos, conforme a apuração, seriam repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e distribuídos entre os membros da estrutura.
Também foi citada nas investigações a participação de um policial federal aposentado, que teria colaborado com as atividades do grupo.
Defesa de Vorcaro pede acesso às provas
A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que solicitou ao STF acesso detalhado aos elementos que embasaram os pedidos de prisão.
Segundo os advogados, o empresário sempre esteve à disposição das autoridades e pretende esclarecer os fatos durante o andamento das investigações, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e investiga uma suposta rede privada de vigilância e pressão relacionada ao grupo empresarial investigado.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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