Amazonas inicia proteção contra vírus respiratório grave em bebês com novo imunobiológico
Estratégia da FVS-AM prioriza prematuros e crianças com comorbidades para reduzir casos graves causados pelo vírus sincicial respiratório.

FOTO Divulgação
Resumo:
O Amazonas iniciou a aplicação do imunobiológico nirsevimabe para prevenir casos graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês. A estratégia prioriza prematuros e crianças com comorbidades para reduzir hospitalizações.
Notícias de Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) iniciou a distribuição de 3.400 doses do imunobiológico nirsevimabe, utilizado na prevenção das formas graves de infecção causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
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A estratégia é voltada principalmente para bebês prematuros e crianças com comorbidades de até dois anos de idade, considerados os grupos com maior risco de complicações da doença.
Os critérios para aplicação e a organização da distribuição estão descritos na Nota Técnica nº 004/2026, disponível no site da FVS.
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Proteção imediata para recém-nascidos
De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a introdução do imunobiológico representa um avanço importante na prevenção de doenças respiratórias em crianças.
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Segundo ela, diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe fornece anticorpos prontos, oferecendo proteção imediata aos bebês.
A medida tem como objetivo reduzir casos graves da doença e diminuir a necessidade de internações hospitalares entre recém-nascidos e lactentes.
Vírus tem maior circulação no período de chuvas
A gerente de imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, explica que a intensificação das medidas preventivas ocorre porque o vírus costuma circular com mais intensidade durante períodos de chuva e inverno na região amazônica.
Ela destaca que a proteção contra o vírus começa ainda durante a gestação, com a vacinação recomendada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
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Após o nascimento, os bebês passam a receber o nirsevimabe para ampliar a proteção contra a infecção respiratória.
Distribuição começa em maternidades
Neste primeiro momento, o imunobiológico será disponibilizado prioritariamente em maternidades de referência para prematuros.
Posteriormente, a distribuição será ampliada para hospitais que possuem leitos obstétricos, permitindo que mais unidades de saúde da rede estadual ofereçam o imunobiológico.
A ampliação da estratégia ocorrerá gradualmente, conforme novas doses forem disponibilizadas e após avaliações técnicas.
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Público-alvo inclui prematuros e crianças com doenças associadas
A estratégia também contempla prematuros com até 36 semanas e 6 dias de gestação, além de crianças menores de 24 meses que apresentam comorbidades.
Esses grupos são considerados mais vulneráveis às complicações causadas pelo VSR, que pode provocar infecções graves no trato respiratório inferior.
Aplicação depende de avaliação médica
Quando indicado, o imunobiológico deve ser aplicado ainda durante a internação neonatal ou na maternidade, desde que o bebê esteja clinicamente estável.
Para receber o medicamento, será necessário apresentar laudo ou prescrição médica, contendo identificação e registro profissional do médico responsável.
Entre as contraindicações estão casos de histórico de reação alérgica grave ao produto ou condições médicas que impeçam a aplicação intramuscular.
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