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Genérico do Ozempic pode custar menos de R$ 16 por mês após fim da patente

No Brasil, a patente da semaglutida termina no dia 20 de março, após cerca de 20 anos de exclusividade comercial para a fabricante original.

Por Jonas Souza

06/03/2026 às 15:39 - Atualizado em 21/03/2026 às 09:20

Resumo 


Um novo estudo internacional indica que versões genéricas do Ozempic e de outros medicamentos à base de semaglutida podem ser produzidas por menos de US$ 3 por mês. No Brasil, a patente da substância termina em 20 de março, o que pode abrir espaço para medicamentos mais baratos e ampliar o acesso ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

Notícias do Brasil  – Pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, estimam que versões genéricas da semaglutida — substância usada em medicamentos como Ozempic e Wegovy — podem ser fabricadas e vendidas por menos de US$ 3 por mês, valor equivalente a cerca de R$ 16 na cotação atual.

Leia mais: Operação da PF mira suspeita de irregularidades na gestão de R$ 390 milhões da previdência no Amazonas

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A análise indica que o custo anual de produção poderia variar entre US$ 28 e US$ 140 por paciente, o que representa entre aproximadamente R$ 147 e R$ 738 por ano.

Os pesquisadores destacam que a produção em larga escala pode permitir que países ampliem o acesso ao tratamento para milhões de pessoas com diabetes tipo 2 ou obesidade.

Diferença enorme entre custo e preço atual

Hoje, os preços praticados no mercado são muito mais altos.

Nos Estados Unidos, o preço de tabela do Ozempic ultrapassa US$ 1.000 por ano, enquanto o Wegovy chega a cerca de US$ 1.349. Já no Brasil, o tratamento mensal pode chegar a cerca de:

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  • R$ 1.299,70 para o Ozempic

  • R$ 2.504,02 para o Wegovy

Esses valores tornam o medicamento inacessível para grande parte da população, apesar da alta procura por tratamentos para controle de diabetes e perda de peso.

Ingrediente ativo custa poucos centavos

Segundo o estudo, o princípio ativo do medicamento representa apenas uma pequena parte do custo total.

Os pesquisadores estimam que o ingrediente da semaglutida custaria entre 1 e 12 centavos de dólar por dose. Já o dispositivo utilizado para aplicação injetável, como as canetas, poderia variar entre US$ 0,30 e US$ 2,50 por unidade.

Isso significa que boa parte do preço final está relacionada a outros fatores, como desenvolvimento do produto, marketing, logística e exclusividade de patente.

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Fim da patente no Brasil abre caminho para genéricos

No Brasil, a patente da semaglutida termina no dia 20 de março, após cerca de 20 anos de exclusividade comercial para a fabricante original.

Com o fim desse período, outras empresas farmacêuticas poderão produzir e comercializar versões próprias do medicamento.

Entretanto, antes de chegar ao mercado, os novos produtos precisam passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia qualidade, segurança e eficácia.

Mercado pode entrar em guerra de preços

Analistas do setor farmacêutico acreditam que a entrada de múltiplos fabricantes pode provocar uma forte redução nos preços.

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Em alguns mercados internacionais, a expectativa é que o custo mensal do tratamento possa cair para cerca de US$ 15, equivalente a aproximadamente R$ 80.

Com a concorrência entre laboratórios, especialistas apontam que o medicamento poderá se tornar muito mais acessível para pacientes em todo o mundo.

Impacto global no tratamento de obesidade e diabetes

Os pesquisadores também destacam que a semaglutida pode se tornar disponível em até 160 países, incluindo diversas nações que não possuem patente registrada para a substância.

Esses países concentram cerca de:

  • 69% dos pacientes com diabetes tipo 2

  • 84% das pessoas com obesidade no mundo

Caso os preços realmente caiam com a chegada dos genéricos, especialistas avaliam que milhões de pessoas poderão ter acesso a tratamentos que hoje são considerados caros ou inacessíveis.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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