Justiça manda prender goleiro Bruno após viagem sem autorização
Ex-goleiro deixou o Rio de Janeiro sem autorização judicial e perdeu o benefício da liberdade condicional.

Foto: Reprodução
Resumo
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão do goleiro Bruno Fernandes após ele descumprir as condições da liberdade condicional. Segundo a decisão judicial, o ex-atleta deixou o estado do Rio sem autorização para viajar ao Acre, onde participou de uma partida pela Copa do Brasil. O deslocamento foi considerado uma violação das regras impostas pelo benefício, o que levou à revogação da liberdade condicional e ao retorno do réu ao regime semiaberto.
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Notícias do Brasil – A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro expediu, na quinta-feira (5), um mandado de prisão contra o ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza após o descumprimento das regras impostas durante o período de liberdade condicional.
De acordo com a decisão judicial, o ex-atleta deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização da Justiça. Com isso, o benefício foi revogado e ele deverá retornar ao sistema prisional para cumprir pena no regime semiaberto.
Viagem ao Acre motivou decisão
O deslocamento que levou à revogação da liberdade condicional ocorreu no dia 15 de fevereiro, quando Bruno viajou para o estado do Acre. Durante a viagem, ele chegou a defender o Vasco do Acre em uma partida válida pela Copa do Brasil, disputada no dia 19.
Na ocasião, a equipe acabou eliminada da competição após perder a disputa de pênaltis.
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Na decisão que determinou o retorno do ex-goleiro à prisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega destacou que o comportamento demonstrou desrespeito às condições estabelecidas pela Justiça.
Segundo o magistrado, o condenado não poderia alegar desconhecimento das regras impostas durante o período de livramento condicional.
Relembre o caso Eliza Samudio
Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver da ex-namorada Eliza Samudio.
A modelo desapareceu em junho de 2010. Ela era mãe de um filho do goleiro e foi assassinada em Minas Gerais. O corpo da vítima nunca foi localizado.
Após cumprir parte da pena, o ex-atleta conseguiu progressão para o regime semiaberto em 2019. Já em janeiro de 2023, passou a cumprir a pena em liberdade condicional, benefício que agora foi revogado pela Justiça.
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