Empresas ligadas a Lulinha que movimentaram R$ 3 milhões têm sede vazia em São Paulo
A defesa de Lulinha afirma que o endereço registrado não funciona como escritório operacional das empresas.
Por Jonas Souza
07/03/2026 às 22:40 - Atualizado em 21/03/2026 às 07:37
Resumo da IA
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Resumo
Duas empresas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, estão registradas em um endereço comercial na zona oeste de São Paulo que estaria desocupado há cerca de sete meses. As companhias aparecem em registros financeiros que indicam transferências superiores a R$ 3 milhões ao filho do presidente.
Notícias do Brasil – Duas empresas associadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aparecem registradas em um mesmo endereço comercial na zona oeste de São Paulo. Segundo informações apuradas por reportagem do portal Metrópoles, o local estaria desocupado há aproximadamente sete meses.
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As empresas citadas são a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia. Ambas têm como atividade principal registrada serviços relacionados a suporte técnico e tecnologia da informação.
No entanto, ao visitar o prédio comercial indicado como sede das companhias, a reportagem foi informada de que as salas atualmente não possuem atividade empresarial.
Transferências superiores a R$ 3 milhões
Documentos relacionados à quebra de sigilo bancário de Lulinha apontam que as duas empresas enviaram mais de R$ 3 milhões para contas do empresário entre os anos de 2022 e 2025.
De acordo com os registros encaminhados à comissão parlamentar que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, a LLF Tech Participações teria transferido cerca de R$ 2,37 milhões. Já a G4 Entretenimento e Tecnologia teria repassado aproximadamente R$ 772 mil.
Os dados fazem parte de documentos analisados pela comissão mista do Congresso responsável por apurar irregularidades no sistema previdenciário.
Defesa afirma que endereço é apenas para correspondência
A defesa de Lulinha afirma que o endereço registrado não funciona como escritório operacional das empresas.
Segundo o advogado Guilherme Suguimori, a LLF Tech não possui sede externa e teria utilizado inicialmente a residência de Lulinha como endereço empresarial. O registro teria sido alterado após a mudança do empresário para o exterior.
No caso da G4 Entretenimento e Tecnologia, o advogado afirma que a empresa não está mais em atividade, mas ainda possui créditos judiciais pendentes que, quando recebidos, são repassados aos responsáveis.
Movimentação financeira analisada pela CPMI
Os documentos obtidos pela investigação também indicam uma movimentação total de aproximadamente R$ 19,3 milhões nas contas relacionadas a Lulinha ao longo de quatro anos.
A defesa argumenta que esse valor representa a soma de todas as entradas e saídas bancárias e não corresponde necessariamente ao patrimônio ou rendimento efetivo do empresário.
Do montante analisado, cerca de R$ 9,6 milhões teriam sido recebidos diretamente por ele, enquanto o restante foi transferido para outras contas.
Investigação envolve relação com lobista
A comissão parlamentar que apura fraudes no sistema previdenciário também investiga uma possível relação entre Lulinha e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo informações da investigação, ambos chegaram a viajar juntos para Portugal para conhecer uma empresa ligada à produção de cannabis medicinal. Lulinha afirma que a viagem ocorreu, mas que nenhum negócio foi fechado.
A Polícia Federal também analisa anotações atribuídas ao lobista que indicariam um possível pagamento ao “filho do rapaz”. Um ex-funcionário do investigado declarou que o valor poderia se referir a Lulinha.
A defesa do empresário nega qualquer ligação com as fraudes investigadas e afirma que os fatos serão esclarecidos pelas autoridades responsáveis.
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