CPMI do INSS pede identificação de número atribuído a Alexandre de Moraes em celular de banqueiro
Telefone aparece na agenda de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e parlamentares querem confirmar quem utilizava a linha.

O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado federal Duarte Jr . FOTO: Reprodução
Resumo:
A CPMI do INSS solicitou informações sobre um número de telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes que aparece na agenda de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O requerimento foi apresentado pelo deputado Duarte Jr.
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Notícias do Brasil – A CPMI do INSS apresentou um requerimento para identificar o titular de um número de telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes que aparece na agenda de contatos de Daniel Vorcaro.
O pedido foi protocolado pelo deputado federal Duarte Jr., vice-presidente da comissão.
No documento, o parlamentar solicita a uma operadora de telefonia informações cadastrais vinculadas ao número identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes Brasília”.
Entre os dados solicitados estão o nome do titular da linha, CPF ou CNPJ, endereço de registro e demais informações disponíveis no cadastro da operadora.
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Objetivo é verificar quem utilizava a linha
Segundo o requerimento apresentado à comissão, a intenção é esclarecer quem utilizava o telefone e se houve alguma comunicação relacionada às investigações envolvendo o Banco Master.
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A CPMI investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social e analisa conexões entre pessoas e empresas citadas no inquérito.
Comissão avalia reação a decisão do STF
Além da solicitação de dados telefônicos, integrantes da CPMI também discutem possíveis medidas após decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger.
A decisão foi tomada após questionamentos sobre a forma como os requerimentos foram aprovados pela comissão.
Dino argumentou que a votação em bloco não permitiria uma análise aprofundada de cada pedido e ressaltou que o poder investigativo de CPIs não pode resultar em violação indiscriminada da vida privada de cidadãos.
Presidente da comissão critica decisão
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que a comissão atuou dentro de suas prerrogativas constitucionais.
Segundo ele, as comissões parlamentares têm o dever de autorizar medidas investigativas para apurar fatos de interesse público.
O senador também contestou o argumento de falta de debate durante a votação dos requerimentos.
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