Senado aprova criação de 17,8 mil cargos e reajustes no serviço público com impacto de R$ 5,3 bilhões
O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Foto: Agência Senado
Resumo
O Senado aprovou um projeto do governo federal que cria 17,8 mil novos cargos no serviço público e prevê reajustes salariais com impacto estimado de até R$ 5,3 bilhões em 2026. A proposta também altera regras para escolha de reitores de universidades federais e cria um novo instituto federal na Paraíba.
Notícias do Brasil – O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) um projeto do governo que prevê a criação de 17,8 mil novos cargos no serviço público federal, além de reajustes e mudanças estruturais em carreiras da administração pública. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Leia mais: Delegado da PF que investigou Bolsonaro é nomeado assessor de Alexandre de Moraes no STF
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
A proposta, apresentada pelo Poder Executivo, foi aprovada em votação simbólica e estabelece impacto orçamentário estimado em até R$ 5,3 bilhões a partir de 2026.
Novos cargos e reestruturação de carreiras
De acordo com o projeto, cerca de 16,3 mil novos cargos serão criados no Ministério da Educação, enquanto outros 1,5 mil postos serão destinados ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Além da criação das vagas, o texto também prevê reajustes salariais, novas gratificações e a reorganização de diversas carreiras do funcionalismo federal.
Segundo estimativas do governo, mais de 200 mil servidores poderão ser alcançados pelas mudanças, incluindo profissionais ativos e aposentados.
O relator da proposta no Senado, Randolfe Rodrigues, classificou a iniciativa como uma das maiores reestruturações já realizadas no funcionalismo público brasileiro.
Criação de novo instituto federal
O projeto também estabelece a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, que surgirá a partir do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
A nova instituição terá sua reitoria instalada no município de Patos, na Paraíba, e a proposta foi articulada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
O município é governado por Nabor Wanderley, pai do parlamentar e atual prefeito da cidade.
Mudança na escolha de reitores
Outro ponto relevante da proposta altera as regras de eleição para reitores e vice-reitores de universidades federais.
Com a nova legislação, deixa de existir o modelo da chamada lista tríplice, no qual três nomes eram encaminhados ao presidente da República para a escolha final do dirigente da instituição.
A partir da mudança, a eleição passará a ocorrer de forma direta dentro das universidades. Também será eliminada a regra que atribui peso maior — de 70% — ao voto dos docentes em comparação aos de técnicos administrativos e estudantes.
Segundo Randolfe Rodrigues, a lista tríplice foi inicialmente uma reivindicação da comunidade acadêmica, mas acabou se tornando motivo de controvérsias nos últimos anos.
Projeto segue para sanção
A proposta já havia sido aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados e agora aguarda a sanção presidencial para entrar em vigor.
Durante a votação no Senado, a ministra da gestão e inovação, Esther Dweck, acompanhou a sessão. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, elogiou o trabalho da ministra na articulação do projeto.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






